quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Retrospecto (16ª rodada): Palmeiras x Fluminense

 
     Ultimas 5 rodadas
     Palmeiras: 2V, 3 D 
     Fluminense: 3V, 1E, 1D  

     Retrospecto - Últimas 15 rodadas
     Palmeiras: Aproveitamento FORA - 19%
     Fluminense: Aproveitamento DENTRO - 71%   

     Gols Pró / Rodada e Ataque Acumulado (clique para ampliar)



     Gols Contra / Rodada e Defesa (Gols sofridos) Acumulado






PANORAMA - 15ª RODADA - BRASILEIRÃO 2012



*Dados de APROVEITAMENTO: levam em consideração pontos disputados
**Dados de Vitórias, Empates ou Derrotas: % simples, sem ponderação pelos pontos
***Tabela corrigida (Fuck Yeah!)

Brasileirão 2012 (15ª rodada): Palmeiras 2 x 1 Botafogo

Palmeiras 2 (ou 3?) x 1 Botafogo
08/08/2012
Engenhão

Onze iniciais
Felipão escalou o time com 2 centroavantes e Patrik na meia pela direita no 4-2-2-2. Basicamente, a idéia era jogar sem a bola, no contra-ataque. O Botafogo veio no 4-2-3-1 com Elkeson inicialmente na referência e um trio formado por Seedorf, Andrezinho e Fellype Gabriel.

Time no 4-2-2-2, sem a bola. Eficiente.


Problemas pelo lado direito
A estratégia, inicialmente, apresentava problemas que qualquer palmeirense minimamente atento logo percebeu: o Botafogo, com seus principais criadores enfrentando marcação forte de Kid e Henrique, encontrou uma avenida pelo nosso lado direito, forçando jogadas com as subidas do lateral esquerdo Márcio Azevedo. Inúmeros cruzamentos saíram por lá, com imenso perigo. Isso acontecia basicamente porque João Vítor, normalmente o cara que fazia a cobertura do lateral direito, estava suspenso pelo terceiro amarelo e Patrik, o substituto, não realizava essa função. Caso Patrik voltasse para fazer a cobertura, ficaríamos praticamente nulos no contra-ataque pelo lado direito. E foi também por esse motivo que Obina pouco apareceu no jogo.

Mesmo com esse problema grave, a estratégia de jogar deu certo. Com o time do Bota empolgado e todo no ataque, o Palmeiras teve excelente aproveitamento no contra-ataque. Logo aos 13', Artur lançou a bola para Obina na entrada da grande área. A bola passou pelo jogador - que já puxado a marcação - e sobrou para Barcos, que inteligentemente a esperava atrás dos dois. O matador ainda deixou o marcador que vinha para travar o chute no chão e tocou no canto direito do gol de Jefferson. Verdão, 1x0!

Ainda que o Botafogo, mesmo após o gol, mantivesse sua estratégia pelo lado direito (eficientemente), a sorte deu uma ajudinha e Márcio Azevedo se machucou ainda no primeiro tempo, promovendo a entrada do péssimo Lima. O problema é que mesmo com a saída do jogador, o time botafoguense ainda conseguia muitas jogadas por lá. Em um escanteio aos 24', a defesa do jogo: Seedorf cobrou pelo nosso lado direito, e Elkeson, mesmo marcado por Leandro Amaro e Maurício Ramos, conseguiu cabecear à queima-roupa. Baixou o santo no goleirão, que conseguiu tirar para fora. Discípulo de São Marcos detected!

O jogo seguiu com o mesmo padrão, Palmeiras mantendo a estratégia de atuar sem a bola, no contra-ataque, com os dois centroavantes e com o problema de cobertura pela direita. O Bota surfou por aquele lado, mas conseguimos nos defender. Fecharam o primeiro tempo com 72% (!) de posse de bola.

Segundo tempo sem mudanças. Verdão mais eficiente.
Felipão não promoveu mudanças para o segundo tempo. A cobertura pela direita melhorou, com Patrik atuando mais recuado. Com isso a ligação com Obina por aquele lado, se já era pequena, ficou nula. O técnico Oswaldo de Oliveira, antevendo essa melhoria, inverteu Fellype Gabriel com Seedorf, forçando jogadas nas costas de Juninho. Ainda assim, o que funcionou mesmo, por incrível que pareça, foi Lima atuando nas costas de Artur. Aos 12', escapou pelo nosso lado direito e cruzou para a área. Leandro Amaro tentou bloquear o cruzamento, Maurício Ramos não conseguiu desviar e Andrezinho completou para  o gol. Botafogo 1x1 Verdão.

Como de costume, Felipão resolveu mexer no time depois do gol. Aos 17', promoveu a entrada de Daniel Carvalho para o lugar de Obina. Com Patrik fechando o lado direito, o time ficava - teoricamente - com melhor ligação no ataque. O problema é que Daniel Carvalho parecia não ter entrado em campo.

O Bota continuou a estratégia do "abafa", se lançando ainda mais ao ataque e fazendo lançamentos na grande área. Aos 20', Fellype Gabriel saiu para a entrada do inconstante Vítor Júnior. O Verdão, mais eficiente do que de costume, aguardava apenas o momento do contra-ataque. Fernandinho, recebendo boa bola pela esquerda aos 27', driblou Lennon com uma linda caneta e cruzou para Barcos completar para as redes. Verdão, 2x1!

O time cresceu na partida e aos 31', chegou novamente ao ataque. Fábio Ferreira dominou mal, Patrik tocou para Barcos em posição legal, que driblou Antônio Carlos e tocou por cima de Jefferson. Era pra ser o terceiro gol, mas o bandeirinha, mal posicionado, marcou impedimento absurdo. Palmeiras terrivelmente prejudicado.

Oswaldinho sacou Lennon para a entrada de Rafael Marques, queimando sua terceira substituição e botando o time no tudo ou nada. Com tanto jogador do Bota no ataque, Felipão voltou para a estratégia do contra-ataque, manteve o time recuado, sacou Patrik para a entrada de Betinho. O time se defendeu bem e, tirando uma bola na trave de Andrezinho aos 47' do segundo tempo, conseguiu seguir à risca a estratégia. Verdão conquista seus primeiros 3 pontos fora de casa.

Considerações
A estratégia de ficar sem a bola é sempre uma estratégia de risco (Botafogo finalizou 14 vezes a gol, contra 6 do Palmeiras). Ainda mais quando o adversário circula a entrada da grande área, próximo à meta. Se pelos lados tomamos sufoco, em especial pela nossa lateral direita, pelo centro Felipão conseguiu congestionar a criação. Kid e Henrique pouco apareceram no jogo, pois acompanhavam de perto os passos de Andrezinho e Seedorf. Sobrou a Oswaldinho as laterais, que foram exploradas com competência mesmo com as substituições forçadas - Márcio Azevedo por Lima, por exemplo.

Felipão, mesmo com o buraco pela direita - a cobertura de João Vítor não era executada com a mesma excelência por Patrik, um atacante improvisado na meia - manteve a estratégia. Poderia, por exemplo, promover a entrada de João Denoni para a vaga do jogador e colocar Daniel Carvalho na de Obina na virada para o segundo tempo, por exemplo. Não alterou e esperou o time levar gol para realizar as mudanças. Ainda assim, manteve Patrik em campo um pouco mais recuado, que até melhorou na cobertura pela direita, mesmo que essa melhora não tenha sido lá aquelas coisas. Oswaldo inteligentemente inverteu Seedorf com Fellype Gabriel, mudança que se por um lado não conseguiu criar chances com força total pelo lado direito, abriu a marcação pelo lado esquerdo e deu mais espaço para as subidas de Lima, o lateral que deu assistência para o primeiro gol deles.

Posse de bola, apesar de aumentar as chances de finalização, depende da eficiência para atingir seus objetivos. E nesse quesito o Palmeiras foi muito superior. A jogada individual de Fernandinho pela esquerda, desequilibrou a partida. Com o gol, o Bota foi ainda mais pra cima. Barcos marcou o terceiro, invalidado equivocadamente. Oswaldo botou mais um atacante em jogo, pressão total. Mas seguramos o resultado.

Há sim um mérito defensivo - seguramos o resultado - mas o Botafogo criou mais chances. Um buraco pela direita não foi fechado, tomamos gol por lá. Felipão poderia ter arrumado isso, mas assumiu o risco da estratégia, bancou Patrik, não promoveu Denoni. Com isso, além de não nos defendermos bem pelas laterais, criamos pouco. Fernandinho, por exemplo, poderia não ter feito aquela jogada. Com pouquíssima posse, porém, veio em hora certa.

Concluindo, estratégia de jogar sem a bola com dois centroavantes funcionou, ponto positivo para Felipão. Buracos defensivos pela direita, ponto negativo para Felipão. Podemos culpar o Artur pelo buraco na direita, mas Patrik não fez a cobertura. Se fizesse, perderíamos a ligação para o ataque. A escalação é escolha de Felipão. Ou seja, se Felipão não foi assim tão brilhante, no conjunto, brilharam algumas individualidades: Bruno, Barcos e Fernandinho.

Espero mais volume de jogo na próxima rodada.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Brasileirão 2012: 15ª rodada (relacionados)


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Palmeiras x Botafogo
08/08/2012
Brasileirão 2012

Goleiros: Bruno e Fábio
Laterais: Artur, Luiz Gustavo, Juninho e Fernandinho
Zagueiros: Maurício Ramos, Leandro Amaro e Thiago Heleno
Volantes: Henrique, Marcos Assunção e João Denoni
Meias: Daniel Carvalho, Patrik e Patrik Vieira
Atacantes: Barcos, Obina, Mazinho e Betinho

Escalação (provável): Bruno; Artur, Maurício Ramos, Leandro Amaro e Juninho; Henrique, Marcos Assunção, Patrik e Daniel Carvalho; Mazinho e Barcos

Nomenclaturas: unificando!

Ultimamente foi ventilado na mídia que o Palmeiras tem utilizado desde a base o esquema utilizado por Felipão no time principal, que pelo menos no papel e na cabeça da comissão técnica, é o 4-2-3-1. No papel, porque o time titular conta com uma assimetria na linha de frente que faz com que o esquema resultante fique um pouco distante da idéia originária de um 4-2-3-1.

Pensando nosso time titular - "esquecidas" as lesões - a linha de frente fica com Valdívia centralizado, João Vítor na ponta direita, Luan na ponta esquerda e Barcos na referência. A grande divergência dessa história é que João Vítor é volante de origem e, de fato, durante os jogos, atua um pouco mais recuado que os ponteiros tradicionais. Não tem como uma de suas principais características a velocidade, não faz muitas jogadas de linha de fundo e além disso é o responsável pela marcação pela direita, fazendo a cobertura de Artur.

Essa divergência com o esquema utilizado na prática é o que faz muitos comentaristas - como por exemplo, o André Rocha do "Olho Tático" e o nosso amigo e colaborador Gabriel Gebara (@gabrielgebar no twitter) - a descrevê-lo como um 4-2-3-1 "torto".

A questão principal é que, se João Vítor é um "ponta recuado" (o que pra mim, sinceramente, soa como a coisa mais esquisita do mundo, um ponta que não é ponta) ou volante com boa chegada na frente (o que já não soa tão estranho assim, uma vez que existe no Brasil o popular "segundo volante"), pouco importa. A questão é que, taticamente, estamos falando da mesma coisa.



No exterior
Lá fora, os meias (todos que atuam na faixa central do gramado, sem exceção, ou seja, incluidos os volantes) são normalmente denominados basicamente como midfielders (abreviatura "M"), sendo acrescidas as palavras Center (C), Right (R) ou Left (L) dependendo de seu posicionamento original. Se ele atua pela direita, portanto, é um Right Midfielder (RM). Se atua pela esquerda, é Left Midfielder (LM). Se atua centralizado, Central Midfielder (CM).

Não apenas horizontalmente é feita essa distinção entre os meio-campistas, o que nos dá uma caracterização mais completa do posicionamento dos jogadores em relação ao usualmente utilizado no Brasil. Verticalmente, também há diferenças.

Se o jogador atua recuado, com principal característica de marcação e desarmes, então é acrescido a denominação defensive (D) à nomenclatura. Por exemplo, o "volante de marcação" ou "volante de contenção" que atua centralizado seria chamado CDM, ou seja, Central Defensive Midfielder. Analogamente, temos RDM e LDM. Se o jogador não tem essa característica, ou se divide essa característica com outra como a de conduzir a bola ao ataque (o famoso "enganche"), armando jogadas, então não é feita adição e são caracterizados basicamente como CM, RM e LM. 

Os meio-campistas que possuem como característica tanto a armação quanto a finalização, ou seja, os meio-campistas que atuam mais próximos à meta adversária, são chamados attacking midfielders. Ou seja, são os "meia-atacantes". Se atua pelo centro, é um CAM (Central Attacking Midfielder), pela direita RAM e pela esquerda LAM.

Geralmente o CAM é chamado "meia-de-ligação", o trequartista no Calcio. O armador mais recuado, aqui chamado de "meia-armador", o regista e que no exterior também é conhecido como deep-lying playmaker - ou enganche como é conhecido na argentina - geralmente coincide com a posição CM.

João Vitor
Tenho utilizado no blog a denominação 4-3-1-2 (uma das variações do 4-4-2 losango), que é como gosto de ver o esquema de facto, ou seja, na prática. No 4-2-3-1, temos três meia-atacantes na linha que antecede o centroavante. João não chega a ser um meia-atacante, mas é meia e atua pela direita. Não tem características apenas defensivas, porque também tem boa chegada na frente. Portanto, estaríamos falando de um RM, ou como preferirem, um "ponta-direita recuado" ou um "volante com boa chegada ao ataque".

terça-feira, 7 de agosto de 2012

PELO DIREITO DE TORCER PELO PALMEIRAS! ASSINEM!



Como todo bom palestrino sabe, tem sido um transtorno ir até a cidade de Barueri para ver os jogos do Verdão. Com todo o respeito às pessoas que lá moram e ao estádio de boa estrutura, o fato da mudança do mando de jogo do Pacaembu ter sido transferido para aquela cidade é meramente "financeiro" - para a diretoria do Palmeiras, que fique claro.

Vários torcedores de São Paulo e cidades vizinhas têm seu bolso "punido" em prol da magia financeira de B1 e B2, que transforma essa "punição" em lucro para os cofres do clube. No Pacaembu, o clube paga até 15% da renda, enquanto em Barueri a taxa cobrada é de 2%. O presidente afirma ainda que em jogos de pouco público, o Palmeiras praticamente "pagava para jogar" em São Paulo.

Ora, o Palmeiras é um time criado e nascido em São Paulo, com a maior parte de sua torcida lá. Se o motivo é o baixo público, o que um presidente competente deveria fazer? Mudar o mando para Piraporinha porque lá a taxa é mais baixa ou realizar uma política de vendas e incentivos capaz de aumentar o público de volta ao estádio? Não precisa ser gênio para responder essa questão. Além disso, a afirmação sobre a média de público do Pacaembu ser menor que a de Barueri não procede, conforme excelente post da Web Radio Antena Verde

As reclamações, obviamente, são inúmeras, inclusive de jogadores. Vejam palavras de Maurício Ramos e Assunção na manhã de hoje, onde reconhecem que jogar na capital seria melhor para todos: "Aqui é perto de tudo. Tem metrô, o acesso é mais fácil. Com certeza ganharíamos em aproveitamento e principalmente em quantidade de torcedores. O palmeirense já estava acostumado com a nossa casa".

Como B1 e B2 não ligam para a opinião do próprio torcedor - com argumentos um tanto duvidosos do tipo "chego lá em 20 minutos" (MythBusters, fica a dica...) - resta uma alternativa interessante para que, ainda que nossos diretores façam "ouvidos moucos", a reclamação chegue a eles de modo formal para "saber" - pelo menos quantificar - o tamanho da cagada que estão fazendo.

Por isso, criou-se o abaixo-assinado seguinte para modificar o mando de jogo para o PACAEMBU.

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=palestra

Por favor, ASSINEM essa bagaça!!! Vamos lá, galera!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Brasileirão 2012: 14ª rodada (relacionados)


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Palmeiras x Internacional
04/08/2012
Brasileirão 2012

Goleiros: Bruno e Fábio
Laterais: Artur, Juninho e Fernandinho
Zagueiros: Maurício Ramos, Leandro Amaro e Wellington
Volantes: Marcos Assunção, João Vitor, Márcio Araújo e João Denoni
Meias: Patrik e Patrik Vieira
Atacantes: Barcos, Obina, Mazinho e Betinho

Escalação (provável): Bruno; Artur, Maurício Ramos, Leandro Amaro e Juninho; Márcio Araújo, Marcos Assunção, João Vitor e Patrik; Mazinho e Barcos