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domingo, 14 de agosto de 2011
16ª rodada: Palmeiras x Vasco
O Palmeiras veio a campo no esquema habitual, com apenas algumas mudanças no ataque e na defesa. Maurício Ramos, com dores musculares, deu lugar a Henrique. Chico entrou no lugar de Marcos Assunção, suspenso pelo terceiro amarelo e no ataque, Dinei entrou no lugar de Maikon Leite.
Do lado vascaíno, o time veio sem o craque Diego Souza, armado no 4-2-2-2, alternando para o 4-2-3-1 sem a bola. Rômulo e Jumar fizeram as costas de Juninho Pernambucano, centralizado, Felipe caindo na esquerda e Éder Luis pela direita. Elton fixo como centro-avante.
1T: Começo equilibrado, Palmeiras melhor
Os dois times começaram atacando, o Vasco trabalhando mais a posse de bola, o Palmeiras atuando no contra-ataque. Porém, o que o time carioca ganhou em qualidade com os dois meias-trintões, perdeu em velocidade. Os dois jogadores contribuem para deixar o time lento (facilitando o encaixe da marcação) e com a subida dos laterais, o Vasco ficou muito exposto aos contra-ataques. Na base da velocidade, aos poucos o time paulista começou a dominar o jogo, explorando tanto pela direita, com Cicinho, e principalmente pela esquerda, com Luan e Gerley, sobrando por aquele lado. Valdivia se apresentou bem novamente, com preparo físico cada vez melhor e fazendo passes em profundidade com perigo. Aos 20', Luan cruzou rasteiro para o meio, a bola passou por todo mundo e quase entrou. Dinei se posicionou muito bem na área e em outra jogada quase abriu o placar.
2T: Vasco veloz, erros de pontaria
O Palmeiras sentiu o calor no segundo tempo e reduziu a velocidade das jogadas. O excesso de chances perdidas foi fundamental para a reação vascaína. A impaciência dos jogadores aumentou os passes errados do time e facilitou a armação dos contra-ataques adversários. Na ausência de jogadas coletivas, sobrou o que o Palmeiras sabe fazer de melhor, as bolas paradas. O time conquistou muitos escanteios, e em um deles quase chegou ao gol, com Chico acertando o travessão logo aos 2'. Aos 11', Ricardo Gomes começou a fazer as mudanças que mudariam a partida. Colocou o bom meia Bernardo no lugar de Éder Luis, que pouco conseguiu realizar com a marcação pesada em cima dele. Aos 16', Juninho saiu para a entrada de Leandro. O time ficou mais veloz, Felipe melhorou na armação, mas mesmo assim o Vasco não foi capaz de superar a falta de pontaria. Com os dois lados sem conseguir superar suas deficiências de finalização e criação, sobrou para a bola parada decidir. E novamente, o Vasco teve melhor sorte. Bernardo, aos 35', marcou em linda cobrança de falta. 1 a 0, placar final.
Considerações
O time evoluiu em alguns pontos. O entrosamento melhorou, e se hoje não contava com Marcos Assunção, conta com um Valdívia cada vez melhor na ligação do meio para o ataque. O chileno deu passes em profundidade, fisicamente já atende e pode jogar mais. Enquanto o Vasco esteve lento, o Palmeiras pode encaixar a marcação e ofereceu mais perigo ao gol de Fernando Prass com os contra-ataques. Dinei jogou bem, Kléber e Valdívia jogaram com inteligência. Novamente nosso vilão foi o fundamento "finalização".
Com o Vasco mais veloz no segundo tempo, ficou difícil criar já que o time agora gastava mais tempo e energia marcando o adversário. As chances de gol ficaram mais raras. Maikon Leite entrou bem no lugar de Dinei, que fez boa partida, mas pouco adiantou com a péssima atuação de Márcio Araújo. Com ele, a dinâmica pela direita não funcionou em momento algum, exceto nas subidas de Cicinho, que infelizmente não acertou um bom cruzamento durante toda a partida e ainda levou um amarelo por falta em Bernardo.
Luan pode não ter feito boa partida, mas foi dos seus pés que saiu a melhor jogada de ataque no primeiro tempo e o jogador deitou e rolou pela esquerda até as alterações de Ricardo Gomes surtirem efeito. Gerley subiu e marcou bem, jogo excelente do lateral.
Resumindo, de São Januário levamos de bom apenas uma melhora técnica de Valdívia e Gerley, com melhora no entrosamento, como se pode ver nos contra-ataques. O time saiu mais forte do Rio, mesmo sem os três pontos. Que isso sirva de lição para o elenco para a próxima rodada.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
14ª rodada: Palmeiras 1 x 1 Coritiba
O Coxa conseguiu atuar com mais facilidade, empurrado pela torcida, tomando a iniciativa e partindo para cima do Palmeiras. Como já citamos, é um time muito forte dentro de casa. Veio na formação que está acostumado a jogar, com Maranhão no lugar de Jonas, e dois meias, Rafinha e Tcheco, além de Léo Gago, que chuta muito bem a bola. Já o Palmeiras de Felipão armou o time com poucas alterações em relação ao último jogo, apenas colocando Márcio Araújo no lugar de João Vitor e Kléber no lugar de Dinei. Patrik entrou na vaga de Maikon Leite, gripado. 4-2-1-3, variando para o 4-2-2-2 com o recuo de Luan, esquema de sempre.
A zaga falha duas vezes
O Palmeiras começou fechado, porém sem deixar de falhar em alguns momentos na marcação, já nos minutos iniciais. Antes mesmo dos 5 minutos de jogo, Léo Gago aproveitou passe errado de Thiago Heleno, lançou Bill na pequena área, que se livrou de Maurício Ramos e chutou na rede pelo lado de fora. Aos 5', o time reagiu, Valdívia encontrou Kléber pela direita, e mesmo com três marcadores, bateu pro gol, sendo bloqueado. Valdívia, diga-se de passagem, fez boa partida, porém muito aquém do que pode oferecer. Aos 8 minutos de jogo, porém, o Coritiba abriu o placar. Falha de Maurício Ramos no escanteio pela direita, deixando Emerson cabecear forte, Marcos ainda espalmou a bola mas Jéci completou o rebote. 1x0. O time saiu em busca do empate, mas o que mais conseguia eram perigosos contra-ataques do Coxa na sequência. Em um deles, aos 14', Thiago Heleno voltou atrasado, Bill recebeu lançamento livre na ponta, ficou cara a cara com Marcos, que salvou o time do segundo gol.
Velha História, sempre ela
O torcedor palmeirense está careca de saber. Quando nada no time funciona, o que parece comum nessas últimas rodadas, a bola parada resolve. E de novo, Marcos Assunção, aos 19', bateu fechado, de fora da área, a bola desviou na defesa do Coxa e entrou. 1x1.
Palmeiras mais eficiente, chances desperdiçadas
Pouca coisa mudou depois do gol do Verdão. O Coxa pressionou bastante, o Palmeiras também se arriscou, mas o que se viu foi um verdadeiro desperdício de oportunidades, muitos chutes travados, para fora, para o alto. Apesar da pressão, o Palmeiras levou mais perigo ao gol. Aos 35', Gerley cruzou rasteiro pela esquerda, a defesa do Coxa rebateu mal, Luan recebeu a bola e foi claramente derrubado, mas o juiz não marcou o pênalti, em um lance que poderia ter mudado a história do jogo. No finalzinho do primeiro tempo, aos 45', Márcio Araújo rolou para Valdívia pela direita, enganando a linha burra, que bateu cruzado. A bola passou rasteira na frente do gol, mas Luan chegou atrasado e o time perdeu mais uma boa oportunidade de aumentar o placar.
Continuidade. A zaga falha novamente
O segundo tempo continuou com a proposta do primeiro: Coxa partindo para cima, Palmeiras no contra-ataque, Coxa no contra-ataque do contra-ataque, e por aí vai. Os dois times atacavam desordenadamente e partiam para cima do oponente do jeito que dava. Só que o Coxa se deu melhor com a má atuação dos zagueiros palmeirenses. Cicinho cobrou lateral pela direita, com a marcação avançada, Maurício Ramos deu um péssimo chutão pra frente, dando a bola de presente para Rafinha. O meia rolou a bola para Bill, que obviamente ia ganhar na corrida em cima de Thiago Heleno, que não pensou duas vezes. Derrubou Bill e foi expulso.
Noite fria, Coxa no Couto, um a menos...
A partir daí, foi só pressão. Felipão rapidamente sacou um jogador de linha para colocar o recém-contratado Henrique. Colocou o rapaz numa fria, mas ele conseguiu segurar as pontas pela esquerda. O time mostrou seu potencial defensivo, um dos melhores do Brasileiro, e impediu uma vitória do Coxa, em pleno Couto Pereira, com um jogador a mais.
Considerações
Funciona mais ou menos assim, jogar com o Coxa no Couto Pereira:
1. Todos sabem da recente história de sucesso desse time, sabem do perigo potencial de enfrentá-lo em casa. E sabem que o Coxa vai partir pra cima. Então a estratégia é manter a defensiva, time todo atrás, desarmar e sair rápido contra-ataque.
2. Com o time adversário todo no campo de defesa, o Coxa adianta a marcação, fazendo marcação por pressão.
3. O outro time perde ainda bola no campo de defesa (ou na ligação direta) e o Coxa ataca, bem próximo à meta adversária.
O Coxa não tem bons números de desarmes, mas faz a marcação pressão muito bem, porque tem velocidade. Isso casa perfeitamente com o Palmeiras, que é um dos líderes do Brasileiro em número de bolas perdidas. O lance da expulsão de Thiago Heleno saiu da pressão sobre Maurício Ramos, que errou na ligação direta ao invés de rolar a bola para o companheiro de zaga. Além disso, quando o Coxa pega na bola, não perde. Para o azar de nós, palmeirenses, o Coxa tem um dos melhores números no fundamento "bolas perdidas".
Influência do Couto? Certamente. Fomos melhores? Não. Fomos mais eficientes, apesar de finalizamos mal, isso é verdade. Mas a falta de segurança da zaga, principalmente de Maurício Ramos, contribuiu para o resultado. Ele falhou no primeiro gol, sim. Empatamos em seguida. Mas ele falhou novamente na expulsão de Thiago Heleno. E acabou com nossas chances de reagir.
Bola pra frente e o campeonato segue. 1 ponto no caixa.
Velha História, sempre ela
O torcedor palmeirense está careca de saber. Quando nada no time funciona, o que parece comum nessas últimas rodadas, a bola parada resolve. E de novo, Marcos Assunção, aos 19', bateu fechado, de fora da área, a bola desviou na defesa do Coxa e entrou. 1x1.
Palmeiras mais eficiente, chances desperdiçadas
Pouca coisa mudou depois do gol do Verdão. O Coxa pressionou bastante, o Palmeiras também se arriscou, mas o que se viu foi um verdadeiro desperdício de oportunidades, muitos chutes travados, para fora, para o alto. Apesar da pressão, o Palmeiras levou mais perigo ao gol. Aos 35', Gerley cruzou rasteiro pela esquerda, a defesa do Coxa rebateu mal, Luan recebeu a bola e foi claramente derrubado, mas o juiz não marcou o pênalti, em um lance que poderia ter mudado a história do jogo. No finalzinho do primeiro tempo, aos 45', Márcio Araújo rolou para Valdívia pela direita, enganando a linha burra, que bateu cruzado. A bola passou rasteira na frente do gol, mas Luan chegou atrasado e o time perdeu mais uma boa oportunidade de aumentar o placar.
Continuidade. A zaga falha novamente
O segundo tempo continuou com a proposta do primeiro: Coxa partindo para cima, Palmeiras no contra-ataque, Coxa no contra-ataque do contra-ataque, e por aí vai. Os dois times atacavam desordenadamente e partiam para cima do oponente do jeito que dava. Só que o Coxa se deu melhor com a má atuação dos zagueiros palmeirenses. Cicinho cobrou lateral pela direita, com a marcação avançada, Maurício Ramos deu um péssimo chutão pra frente, dando a bola de presente para Rafinha. O meia rolou a bola para Bill, que obviamente ia ganhar na corrida em cima de Thiago Heleno, que não pensou duas vezes. Derrubou Bill e foi expulso.
Noite fria, Coxa no Couto, um a menos...
A partir daí, foi só pressão. Felipão rapidamente sacou um jogador de linha para colocar o recém-contratado Henrique. Colocou o rapaz numa fria, mas ele conseguiu segurar as pontas pela esquerda. O time mostrou seu potencial defensivo, um dos melhores do Brasileiro, e impediu uma vitória do Coxa, em pleno Couto Pereira, com um jogador a mais.
Considerações
Funciona mais ou menos assim, jogar com o Coxa no Couto Pereira:
1. Todos sabem da recente história de sucesso desse time, sabem do perigo potencial de enfrentá-lo em casa. E sabem que o Coxa vai partir pra cima. Então a estratégia é manter a defensiva, time todo atrás, desarmar e sair rápido contra-ataque.
2. Com o time adversário todo no campo de defesa, o Coxa adianta a marcação, fazendo marcação por pressão.
3. O outro time perde ainda bola no campo de defesa (ou na ligação direta) e o Coxa ataca, bem próximo à meta adversária.
O Coxa não tem bons números de desarmes, mas faz a marcação pressão muito bem, porque tem velocidade. Isso casa perfeitamente com o Palmeiras, que é um dos líderes do Brasileiro em número de bolas perdidas. O lance da expulsão de Thiago Heleno saiu da pressão sobre Maurício Ramos, que errou na ligação direta ao invés de rolar a bola para o companheiro de zaga. Além disso, quando o Coxa pega na bola, não perde. Para o azar de nós, palmeirenses, o Coxa tem um dos melhores números no fundamento "bolas perdidas".
Influência do Couto? Certamente. Fomos melhores? Não. Fomos mais eficientes, apesar de finalizamos mal, isso é verdade. Mas a falta de segurança da zaga, principalmente de Maurício Ramos, contribuiu para o resultado. Ele falhou no primeiro gol, sim. Empatamos em seguida. Mas ele falhou novamente na expulsão de Thiago Heleno. E acabou com nossas chances de reagir.
Bola pra frente e o campeonato segue. 1 ponto no caixa.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
13ª rodada: Palmeiras 3 x 2 Atlético Mineiro
Meramente ilustrativo: Atlético jogou no 3-5-2, Luan atuou pela esquerda, assim como Marcos Assunção
Tático
O Palmeiras entrou em campo trabalhando no 4-2-1-3 habitual, alteranando para o 4-2-2-2 sem a bola com o recuo de Luan. O time veio com duas novidades: João Vítor como segundo volante de saída pela direita, no lugar de Márcio Araújo suspenso por terceiro amarelo e Dinei como centroavante, no lugar de Kléber, também suspenso por terceiro amarelo.
Já o Atlético trouxe o time armado no 3-5-2. Dorival parou de trabalhar com três volantes no 4-3-1-2 do início do campeonato, vinha escalando o time no 4-4-2 (4-2-2-2), colocou o jovem lateral-esquerdo Eron como ala, Patric pela ala direita. É a terceira mudança tática do treinador esse ano. Apesar do resultado ter agradado ao treinador, para quem o Atlético "jogou de igual para igual", a mudança frequente de esquemas afeta o entrosamento da equipe. Nesse aspecto, o Palmeiras leva ampla vantagem, já tendo encontrado seu padrão tático, por assim dizer.
Pressão Alviverde
O time começou o jogo marcando por pressão no campo de defesa do Coxa, com uma postura bastante agressiva. Cicinho apoiou muito no primeiro tempo, e logo aos 9', em um cruzamento seu, a bola bateu na defesa adversária e sobrou para Luan, que chutou forte e rasteiro, passando bem perto da trave. A noite era de sorte. Luan cabeceou uma ligação direta para Dinei, que dominou mas recebeu falta boba de Leonardo Silva esquerda. Aí apareceu a figura de Marcos Assunção, que voltou a decidir nas bolas paradas em um cruzamento à moda de Ronaldinho Gaúcho na semi-final da Copa de 2002, encobrindo o goleiro Giovanni. Uma pintura de gol, 1x0 Verdão.
Gerley falha a primeira
O Atlético não demorou a reagir e apenas 1 minuto depois do gol, Gerley deu a primeira mancada com a camisa alviverde. Normal, jogador jovem, a experiência pesou. Um jogo contra um time próximo da zona de rebaixamento sempre exige o máximo de concentração. Luan interceptou uma bola mal recuada do Atlético, fez o pivô, mas pegou Gerley no contrapé. Em uma rápida tabela pela direita, o time atleticano encontrou Magno Alves pela esquerda, que enganou Cicinho, fez o giro e bateu cruzado. A bola ainda resvalou na defesa palmeirense antes de passar por Deola. Jogo empatado no Canindé.
Dinei aparece de cabeça, Luan marca
Cicinho fez uma jogada que pode e deve evoluir. Aproveitando a desorganização da defesa do Atlético, apareceu algumas vezes pela ponta direita, cruzando para Dinei tentar de cabeça. No primeiro lance de perigo, o lateral tentou cruzar para o atacante, a bola resvalou na defesa e parou nos pés de Luan, que finalizou rente à trave. Nas duas vezes que Cicinho acertou o cruzamento, Dinei conseguiu desviar para o gol, ainda que sem pontaria. O problema é que o esquema com a defesa atleticana armado com três zagueiros (Leonardo Silva, Lima e Werley), mesmo que desorganizado, dificultou bastante a atuação do jogador.
Vale citar também que Dinei fez boa partida, conseguiu alguns cabeceios, movimentou-se bastante, deu trabalho à marcação adversária e foi da falta por ele sofrida que saiu o golaço de Marcos Assunção. No segundo tempo, o time foi superior e consegui muitos lances de perigo. Valdívia arriscou bastante fora da área, enquanto Richarlyson arriscava mais pelo lado do Atlético. Aos 16', outro lance de bola parada. Marcos Assunção cobrou para a pequena área, Lima desviou, porém a bola sobrou para Luan definir: 2x1.
Aos 22', outro lance de bola aérea do Atlético levou perigo ao gol de Deola. Leonardo Silva subiu livre e Deola nem saiu do lugar. A bola passou rente à trave. O Palmeiras pressionou e o time chegou ao terceiro, em um bate rebate na pequena área, Patrik tocou no cantinho aos 33', 3x1. De novo, 1 minuto depois, o Atlético chegou ao segundo. Outra falha de Gerley, que praticamente deixou Neto Berola dar um balão para cruzar para Wesley marcar de cabeça. 3x2 e placar selado.
Considerações
O time foi bem contra o agressivo time do Atlético. Mesmo com 3 zagueiros no campo adversário, conseguimos criar chances e entrar na pequena área. Falhamos um pouco na bola parada, mas não tomamos gol desse tipo de jogada, ponto forte do time mineiro. Além disso, não pudemos contar com Maikon Leite, que além de escorregar muito, não atuou bem. Isso pode ter acontecido pela entrada de João Vitor na vaga de Márcio Araújo, além do desfalque de Kléber, dois jogadores que reforçam o time pela direita e pelo centro, respectivamente. Questionar a atuação de João Vitor não faz sentido, já que o jogador pouco joga. Decidimos a partida com aquilo que já vinhamos fazendo, com boa chegada pela esquerda de Luan, marcação forte e com as boas jogadas de bola parada. Os gols do Atlético saíram, portanto, não por incompetência do time, mas principalmente por falhas do lateral Gerley. Em uma partida contra um time perto da zona de rebaixamento, toda atenção é pouca. Gerley, de resto, fez boa partida, exceto por essas falhas individuais. Conseguiu segurar bem na marcação, apoiou moderadamente o ataque.
Um ponto que chamo a atenção foi a atuação de Valdívia. Chutou bastante a gol, porém, continua lento e foi pouco solidário. Em duas oportunidades, poderia ter rolado a bola para um companheiro melhor posicionado finalizar. O caso mais emblemático foi uma passagem de Patrik, pelo meio, livre, em que Valdívia resolveu cortar para a esquerda e chutar por cima do gol de Giovanni. Concordo que a concorrência pela vaga de titular tem seu lado benéfico para o rendimento do time, mas nesse caso ficou evidente que o jogador não quis passar a bola para o companheiro de ataque.
Chama a atenção o fato de o time estar com dificuldades para quitar uma pesada dívida com o futebol árabe, em um negócio feito em parceria com o banco português Banif na negociação do jogador. O próprio treinador admitiu que Valdívia voltou da Copa América com dois ou três casos de lesão e vem fazendo reforço muscular, sendo intensivamente utilizado para jogar os 90' de partida. Que existe uma pressão muito forte em cima dos resultados que ainda não vieram, isso é fato. O perigo é sobrecarregar o jogador, com o risco de uma nova lesão, por motivos financeiros. A torcida do Corinthians sabe muito bem o que isso significa.
Estatísticas: UOL.com.br
sexta-feira, 29 de julho de 2011
13ª rodada: Palmeiras x Atlético-MG (Prévia)
O time pega o Atlético Mineiro, em casa, pela 13ª rodada do campeonato brasileiro.
Uma idéia do que o Verdão tem pela frente:
Uma idéia do que o Verdão tem pela frente:
Pontos Fortes
- Bola aérea: o Atlético tem um time muito agressivo, com boa bola aérea. Magno Alves de cabeça é um perigo, se o Palmeiras vacilar é caixa. Outra coisa ruim dele é que o cara se movimenta bem, dribla bem, bate bem com os dois pés. Craque de bola.
- Lado esquerdo forte: Atuam muito forte pelo lado esquerdo, se o Cicinho não jogar bem, pode ficar perigoso.
- Imprevisibilidade e chutes de fora da área: Quando saem pro ataque, saem quase todos juntos, sem muita organização, são imprevisíveis. Todos chutam bem de fora da área, volantes, meias, atacantes. São bons inclusive na bola parada. A pontaria não está das melhores, talvez pela situação que o time passa, o nervosismo atrapalha. Mas todas "on target", com dizem os ingleses. Ou seja, por mais erradas que foram, atingiram o alvo. Se ela melhorar amanhã, vamos ter problemas. Qualquer que seja o goleiro, Deola ou Marcos, vai ter trabalho pela frente.
Pontos Fracos
- Se expõem demais: A parte ruim de ser agressivo. Justamente por essa característica, muitas vezes o time tomou gols em que só os dois zagueiros ficam sozinhos lá atrás, três contra dois, quatro contra dois. E uma das melhores características do Palmeiras é jogar no contra-ataque. De repente, em uma ligação direta ou em um contra-ataque rápido, o Verdão pode definir.
- Bola Aérea: Os zagueiros são bons em marcar gols de cabeça, como provaram contra o Avaí. Mas não são bons de marcar jogadas de bola aérea. Escanteios, cruzamentos, tudo perigo de gol. Coisa que o Palmeiras faz com maestria, com Marcos Assunção, aquele escanteio fechado na primeira trave, uma bola parada para a pequena área. Como o já ídolo da torcida pega bem na bola, com força, é só escorar.
- Lado esquerdo vulnerável: Justamente o lado mais forte na frente é o lado mais fraco deles atrás. Na goleada que os caras tomaram do Flamengo, a maior parte dos gols saíram por lá. Contra o Inter também. Encaixe perfeito com nossa dinâmica de ataque por aquele lado, a interação entre o trio Cicinho-Márcio Araújo-Maikon Leite. Mesmo com a suspensão de Márcio Araújo, ficamos ainda com dois grandes jogadores por esse lado.
Considerações
O Palmeiras encaixa três pontos fortes contra o Atlético: bola aérea, lado direito forte, contra-ataque rápido. Com a saída de Kléber, o time pode ganhar mais velocidade pelas pontas. Valdívia vem treinando forte para aguentar 90 minutos em campo e seu desempenho vem em uma crescente, o que é muito positivo para o time. Pela direita, temos a velocidade de Maikon Leite. Pela esquerda, teremos Luan, em uma provável última atuação pelo time. Podemos ainda perder em velocidade e marcação pela esquerda caso Wellington Paulista entre em campo na função de Luan, ainda no 4-2-1-3, mas ganharemos em qualidade de finalização, e muita, se o atacante estiver inspirado. Mesmo que Wellington não volte para marcar, o lado perigoso do Atlético é o canto oposto do campo, que também é o nosso lado mais forte ofensivamente. Podemos atuar no contra-ataque por lá. Nas bolas paradas, uma boa dose de Marcos Assunção e Maurício Ramos neles.
Resumindo, temos grandes chances de vencer essa partida.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
10ª rodada: Palmeiras 0 x 0 Flamengo
Estatísticas: UOL.com.br
O melhor time da temporada
Seguindo à risca o plano tático que implantou em 2011, Felipão nos apresentou contra o Flamengo talvez o que seja um breve esboço daquele que pode ser o "melhor Palmeiras" da temporada 2011. Escalado no 4-2-2-2 sem a bola, alternando para o 4-2-1-3 com o avanço de Luan, esse time pode, caso a permanência de Luan seja sacramentada e Valdívia retorne, ser uma equipe capaz de disputar por uma vaga na Libertadores. Luan não é fundamental apenas por marcar, como quer a mídia, mas também por realizar a mudança de esquema no contra-ataque, dando maior potência ofensiva ao time. Com dinâmicas bem conhecidas pelas laterais e jogadas-chave, é talvez um dos times com padrão de jogo mais definido do campeonato.
A melhor equipe da temporada 2011: 4-4-2(4-2-2-2), alternando para 4-2-1-3 com o avanço de Luan
Estilo Flamengo de jogar
O jogo do Flamengo é bem conhecido. 4-2-3-1, Ronaldinho na armação caindo pela esquerda e Renato Abreu fazendo as costas, Thiago Neves pela meia-direita, mas funcionando mais como segundo atacante, arriscando jogadas entre o zagueiro e o lateral esquerdo do time adversário, dois volantes de qualidade, um lateral direito que apoia constantemente o ataque. Basicamente, o Flamengo tinha dois pontos fortes e dois pontos fracos:
Pontos fortes:
- Ronaldinho pela esquerda: Praticamente não atua pela direita, pela própria dinâmica de jogo. Léo Moura apóia muito por lá, o que encaixa perfeitamente com o estilo de jogar de Thiago Neves, que prefere jogadas mais centralizadas do que cair por aquele lado. Se não marcar Ronaldinho, ele pode fazer tanto uma assistência perfeita quanto uma finalização precisa. Além disso, cobra faltas na intermediária com muita qualidade. É extremamente metódico nas cobranças. Dá três passos contados a partir da bola de modo a realizar a melhor cobrança possível. Força e movimento são decorados. Veja neste vídeo, na época do Barça (método de ronaldinho), a partir do 4º minuto, onde ele ensina seu jeito de cobrar a falta. Em suas palavras, "se colocar a bola entre a cabeça de dois jogadores da barreira, com curva, é gol".
- Assistências direita-centro: Léo Moura apoia constantemente o ataque. As assistências da direita para o centro são sempre muito perigosas, e feitas não apenas pelo lateral.
- Bola aérea: O time da gávea sofre com esse tipo de jogada. A dificuldade em marcar os jogadores de apoio aéreo é enorme e o time já tomou vários gols dessa forma.
- Direita vulnerável: Léo Moura apoia bastante, mas não volta tanto. Vale lembrar que o atleta já está com 32 anos.Várias jogadas de contra-ataque dos adversários, inclusive gols, saíram pelo "buraco" deixado pelo lateral.
Palmeiras ofensivo
Mesmo com a preocupação de marcar Ronaldinho, que vive ótima fase, e Thiago Neves, Felipão veio a campo com um time bastante ofensivo e sem a preocupação de congestionar a criação adversária. Mesmo assim, o meio embolou. Os volantes deram conta de Ronaldinho, que mais apareceu no jogo por conta de um lance curioso com o goleiro Marcos do que com a bola rolando. O juiz já havia paralisado a partida quando Ronaldinho tentou encobrir o santo de luvas, que não permitiu tal desfeita, para o delírio da torcida alviverde.Jogo truncado
Gabriel Silva ficou bastante recuado, correndo atrás de Thiago Neves. Patrik entrou na armação (o jogador veio de boas atuações e substituiu Lincoln), mas não fez boa partida, sendo anulado pelos bons volantes Willians e Airton. Com isso, a bola não chegou com qualidade para Luan. Pela direita, Cicinho também não teve vida fácil: além de ajudar Márcio Araújo na marcação de Ronaldinho, tinha Renato Abreu e Júnior César na cola. A dupla de ataque Kléber e Maikon Leite fez bom jogo para uma primeira atuação juntos, com muita movimentação, porém pecou na pontaria. Maikon teve melhores chances, mas não finalizou certo.
Por outro lado, Thiago Neves teve levou perigo à defesa palestrina, porém esbarrou em grande noite de Marcos. Sem encontrar Deivid, apagado por Thiago Heleno e Maurício Ramos, teve de arriscar chutes de média distância. Apesar de um "domínio" inicial do Flamengo no começo do primeiro tempo, a marcação do Palmeiras encaixou e o time pressionou os cariocas. Com poucas chances dos dois lados, a emoção ficou por conta das bolas paradas. Marcos Assunção e Thiago Heleno assustaram Felipe nos escanteios e faltas de longa distância, enquanto Marcos teve de se esforçar para pegar em dois tempos um chute do outro pentacampeão Ronaldinho. Fora isso, o jogo foi equilibrado - até demais - e não poderia terminar de outro jeito: acabou empatado.
Considerações
O Palmeiras não se "apequenou" frente ao vice-líder, Flamengo. Do meio-campo pra frente, o time da gávea é um dos melhores do campeonato. Mesmo com a preocupação de marcar praticamente quatro meias (Léo Moura incluso), sendo um deles ninguém menos que Ronaldinho Gaúcho, o time entrou com a formação tradicional, laterais que sobem bem ao ataque, dois atacantes. O time encaixou a marcação, os laterais ajudaram bastante e, com ou sem ligação direta, a bola chegou ao ataque. O time pecou nas finalizações, o que poderia ter mudado - muito pouco - o resultado do jogo, porém o principal ficou por conta da fraca atuação de Patrik. Isso foi fundamental para que o empate fosse definido.
As principais dinâmicas de ataque do Verdão pelos flancos são conhecidas: as tabelas de Cicinho (L)-Márcio Araújo(V)- Maikon Leite(A) pela direita, as de Gabriel Silva (L) - Patrik (M) - Luan (M) pela esquerda. Luan, que tem sido peça decisiva nos últimos jogos do Palmeiras, simplesmente não veio a jogo. Por quê? Não havia forte marcação pela direita do lado do Flamengo. As subidas de Léo Moura e a movimentação de Thiago Neves sobrecarregaram Gabriel Silva e o "defensor Luan" teve de trabalhar. Mas o "atacante Luan" não saiu do banco de reservas.
É por isso que talvez, com a chegada de Valdívia, em boas condições, pode aumentar ainda mais a capacidade ofensiva do time. O jogador chileno é bem conhecido pelas torcidas adversárias e o apelido de "Mago" não é por acaso. Certamente, um Valdívia em boa fase teria dado mais trabalho aos volantes rubro-negros, melhorando as condições pela esquerda. Mesmo aquele Patrik que muito ajudou Luan contra o Santos na última rodada ainda tem muito a aprender para chegar ao nível de meia-armador do craque chileno.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
7ª rodada: Palmeiras 2 x 0 Atlético-GO
Como já era esperado...
Algumas alterações ocorreram como já era esperado. Leandro Amaro deu lugar a Maurício Ramos após o jogo contra o Ceará. Felipão montou um time bastante ofensivo em relação ao anterior, aproveitando da má fase adversária. Lincoln veio na criação, ao lado de Luan, na meia-esquerda. No ataque, Wellington Paulista substituiu Kléber, machucado, fazendo uma bela partida, mesmo atuando fora de posição. Mas a atuação mais esperada era mesmo de Maikon Leite, ex-Santos, e que fez uma excelente partida, sendo muito acionado, fazendo boas jogadas com Cicinho e Márcio Araújo pela direita, inclusive marcando gols. O time, que nas últimas partidas teve nas subidas de Luan pela esquerda seu ponto forte, agora ganha uma verdadeira "turbinada" pela direita.
O jogo
Palmeiras superior na maioria dos fundamentos, com uma pequena queda na qualidade do passe, influenciado por diversos fatores, tal como a falta de entrosamento do time, como alguns jogadores atuando fora de posição, a necessidade de buscar o resultado após um jogo fraco em Ceará.
Após um começo de partida tenso, sem conseguir encaixar o jogo e com a já esperada retranca do Atlético-GO, o time começou a engrenar pela direita e pela ótima atuação de Márcio Araújo e Maikon Leite. Em uma jogada inteligente, Márcio fez a diagonal pela direita e Maikon a diagonal em direção ao centro, confundindo a marcação. O volante chamou marcação e tocou para o estreiante, livre na cabeça da área, para fazer o primeiro gol do Palmeiras.
Se o Palmeiras estava sobrando pela direita, com a presença de Márcio Araújo, em sua centésima partida pelo time, Cicinho e Maikon Leite, pela esquerda o time contava com a má atuação do lateral direito Adriano, fato que de nada adiantaria se o time não soubesse aproveitar essa oportunidade. Gabriel Silva apoiou pela esquerda, e recebeu pênalti. Marcos Assunção converteu.
Até o final da partida, o jogo esfriou e os contra-ataques do Atlético começaram a surtir efeito, levando à primeira defesa de Marcos. O Palmeiras, entretanto, com uma marcação organizada e eficiente, não deu chances ao Dragão. Placar selado.
Observações
- Como o blog apontou na análise anterior, contra o Ceará, Lincoln poderia sair, talvez por um possível cansaço, evidenciado pelos números, muito aquém do que poderia produzir, em uma tendência claramente declinante na sequência de jogos que enfrentou. No jogo com o Atlético-GO, além de pouco produzir, saiu lesionado.
- O jogo contra o América-MG é o grande teste para o time para as recorrentes falhas em bola aérea que vinha sofrendo. O time mineiro tem bons cabeceadores, entre eles o muito perigoso Fábio Júnior.
- Desfalques: Gabriel Silva sai da lateral-esquerda do Palmeiras para juntar-se à seleção Sub-20. Marcos será sacado para atuar em forma contra o Santos. Kléber, até o momento, não será titular contra o Coelho.
- Caso Lincoln permaneça na criação, é provável que o time entre variando entre o 4-2-1-3 e o 4-4-2 (4-2-2-2) sem a bola.
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