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quinta-feira, 7 de julho de 2011

7ª rodada: Palmeiras 2 x 0 Atlético-GO


Como já era esperado...
Algumas alterações ocorreram como já era esperado. Leandro Amaro deu lugar a Maurício Ramos após o jogo contra o Ceará. Felipão montou um time bastante ofensivo em relação ao anterior, aproveitando da má fase adversária. Lincoln veio na criação, ao lado de Luan, na meia-esquerda. No ataque, Wellington Paulista substituiu Kléber, machucado, fazendo uma bela partida, mesmo atuando fora de posição. Mas a atuação mais esperada era mesmo de Maikon Leite, ex-Santos, e que fez uma excelente partida, sendo muito acionado, fazendo boas jogadas com Cicinho e Márcio Araújo pela direita, inclusive marcando gols. O time, que nas últimas partidas teve nas subidas de Luan pela esquerda seu ponto forte, agora ganha uma verdadeira "turbinada" pela direita.

O jogo
Palmeiras superior na maioria dos fundamentos, com uma pequena queda na qualidade do passe, influenciado por diversos fatores, tal como a falta de entrosamento do time, como alguns jogadores atuando fora de posição, a necessidade de buscar o resultado após um jogo fraco em Ceará. 

Após um começo de partida tenso, sem conseguir encaixar o jogo e com a já esperada retranca do Atlético-GO, o time começou a engrenar pela direita e pela ótima atuação de Márcio Araújo e Maikon Leite. Em uma jogada inteligente, Márcio fez a diagonal pela direita e Maikon a diagonal em direção ao centro, confundindo a marcação. O volante chamou marcação e tocou para o estreiante, livre na cabeça da área, para fazer o primeiro gol do Palmeiras.

Se o Palmeiras estava sobrando pela direita, com a presença de Márcio Araújo, em sua centésima partida pelo time, Cicinho e Maikon Leite, pela esquerda o time contava com a má atuação do lateral direito Adriano, fato que de nada adiantaria se o time não soubesse aproveitar essa oportunidade. Gabriel Silva apoiou pela esquerda, e recebeu pênalti. Marcos Assunção converteu.

Até o final da partida, o jogo esfriou e os contra-ataques do Atlético começaram a surtir efeito, levando à primeira defesa de Marcos. O Palmeiras, entretanto, com uma marcação organizada e eficiente, não deu chances ao Dragão. Placar selado.

Observações
  • Como o blog apontou na análise anterior, contra o Ceará, Lincoln poderia sair, talvez por um possível cansaço, evidenciado pelos números, muito aquém do que poderia produzir, em uma tendência claramente declinante na sequência de jogos que enfrentou. No jogo com o Atlético-GO, além de pouco produzir, saiu lesionado
  • O jogo contra o América-MG é o grande teste para o time para as recorrentes falhas em bola aérea que vinha sofrendo. O time mineiro tem bons cabeceadores, entre eles o muito perigoso Fábio Júnior.
  • Desfalques: Gabriel Silva sai da lateral-esquerda do Palmeiras para juntar-se à seleção Sub-20. Marcos será sacado para atuar em forma contra o Santos. Kléber, até o momento, não será titular contra o Coelho.
  • Caso Lincoln permaneça na criação, é provável que o time entre variando entre o 4-2-1-3 e o 4-4-2 (4-2-2-2) sem a bola.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Felipão em 3 pranchetas

Após a virada do ano e do baile de bola na Copa do Brasil, Felipão resolveu demolir o esquema que tanto apreciava, com três "meias" e um centroavante mais à frente, no caso, Kléber, por esquemas com dois atacantes. A mudança tática surtiu efeito e trouxe bons resultados no início do Brasileirão. É possível observar, portanto, que Felipão utiliza basicamente 3 sistemas de jogo:

I) 4-2-2-2, o esquema mais utilizado. Conta com Luan aberto pela esquerda, passando nas costas da marcação adversária enquanto Kléber puxa a marcação. Maikon Leite será a novidade na ponta direita, já que Wellington Paulista não vem rendendo atuando nessa posição (renderia mais como centroavante fixo, mas todos sabemos que Kléber é o dono da posição caso Felipão ressucite o esquema com apenas um atacante, o que é improvável. Mais provável é que ele deixe o elenco em breve...) e Adriano MJ também. Com Maikon recém saído de uma Libertadores e fazendo gols importantes, é provável que ele gaste pouco tempo até assumir de vez a titularidade da posição.


II) 4-2-1-3, o esquema "ofensivo", é o esquema escolhido por Scolari quando é preciso buscar o resultado o mais rápido possível, para depois adotar uma postura mais defensiva, avançando os meias que atuam pelos lados do campo. Com apenas um meia de ligação fazendo a distribuição para os três atacantes, é um esquema propício a aparecer antes ou durante os jogos fora de casa - como aconteceu no jogo contra o Botafogo.



III) 4-3-1-2, a retranca. Esse esquema foi o utilizado contra o Ceará, mais por necessidade do que por opção. Luan estava fora do jogo, Gabriel Silva também. Rivaldo ocupou o lugar do jovem lateral, mas a saída de Luan diminui substancialmente a marcação pelo lado esquerdo, sendo esta a importância tática do jogador. Sem opções, Felipão tirou um meia e colocou mais um volante para congestionar o centro e aumentar a cobertura dos laterais, em especial a esquerda. Não deu certo, fato que Felipão certamente sabia, pois em 2010 foram 11 partidas utilizando o esquema: 2 vitórias, 5 empates, 4 derrotas. Ou seja a estratégia era ao menos empatar.


4-2-3-1, o relegado. Felipão insistiu nesse esquema no final do ano passado. Os resultados não vieram e partidas emblemáticas pela Copa do Brasil demoliram a idéia de utilizar dois meias ofensivos pelas laterais e um centralizado, fato contestável, pois na verdade haviam jogadores que eram meias apenas no papel, como por exemplo Tinga pelo lado direito. Para a mídia desportiva brasileira, 4-2-3-1. Na prática, um 4-3-2-1 disfarçado. Com a entrada de Maikon Leite, será possível que Felipão o utilize novamente? Pode ser que sim, e Wellington Paulista poderia ser utilizado na função de centroavante.



Outras características desse Palmeiras:

a. Bom passe: média de 83,6% de acerto até a sexta rodada.
b. Bolas paradas, todas cobradas por Marcos Assunção. Existem dois tipos básicos:
- Escanteio no primeiro pau: essa tem sido a jogada forte com os altos do elenco, como Thiago Heleno e Chico.
- Chute de longa distância
c. Marcação Cerrada: Até Luan aprendeu a marcar. Tem volante na lateral esquerda, às vezes três volantes no centro, volante na meia-direita. Imagine um 4-3-1-2 com Tinga na armação e Rivaldo na lateral esquerda. 8 defensores, 5 volantes em campo. Precisa falar mais alguma coisa?

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O desafio de Maikon Leite no 4-4-2 de Felipão



Felipão conta, desde essa sexta, com um reforço de qualidade para o ataque. Trata-se de Maikon Leite, que já havia assinado um pré-contrato com o Palmeiras desde o início de 2011. A peça é fundamental para suprir uma carência desde a opção do técnico por reutilizar o 4-4-2 em detrimento dos esquemas anteriores com centroavante fixo, como 4-3-2-1, 4-4-1-1, 3-4-2-1 e, em especial, o 4-2-3-1.

A adoção de 2 atacantes ao invés de um fez Felipão testar suas opções de banco, mas nenhum jogador se firmou ao lado de Kléber. Com o gladiador escalado no ataque pela esquerda, a vaga na direita passou por Adriano "Michael Jackson". O jogador passou em branco e a única boa referência continua sendo a partida contra o Comercial-PI pela Copa do Brasil no começo de março, que acabou em goleada, com 4 gols do jogador. Outro que parece não se firmar na posição é Wellington Paulista, jogador que teve momentos arrasadores pelo Cruzeiro e que não mostrou o bom futebol que pode render. Uma pena.

Com esse panorama, Maikon Leite tem tudo para assumir a vaga até o momento maltratada pelos dois jogadores citados. Em competição pela Libertadores e também pelo Paulista com o time do Santos, Maikon destacou-se e marcou gols importantes. Vinha em uma ascendente e a torcida santista pedia para colocá-lo em jogo, desesperada ao ver os gols desperdiçados por Zé Love, cena constante nos ultimos jogos do Peixe.

Dono de uma velocidade impressionante, dribles rápidos e um chute potente e preciso, Maikon tem a chance de transformar o ataque alviverde em arma temida pelos adversários no Campeonato Brasileiro, ao lado de Kléber. Caso Felipão libere o gladiador para fazer o que sempre fez, ou seja, buscando a bola no entre a zaga e os volantes, fazendo o pivô e puxando a marcação, Maikon poderá receber a bola mais livre e com o apoio de Cicinho pela direita. Além disso, o setor ofensivo direito do Palmeiras ganha peso, recebe mais marcação e Luan pode surgir com mais facilidade.

Aguardemos cenas dos próximos capítulos.

Abaixo, um esboço de como ficaria o time com a presença de Maikon no ataque:

obs: Como pode-se observar, há um belo de um buraco no meio-campo. Não me surpreende que o Palmeiras tenha sobrevivido de bolas paradas e escanteios.