quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Melhores Goleiros dos últimos 25 anos!

Saiu o ranking do IFFHS sobre os melhores goleiros dos últimos 25 anos. O italiano Gianluigi Buffon, da Juventus, lidera a lista. Entre os brasileiros, Taffarel é o melhor colocado, na décima posição. A maior parte dos brasileiros lembra mais do goleiro que pegou pênaltis contra a Itália na final da Copa do Mundo de 1994 e contra a Holanda na semi da Copa do Mundo de 1998. A verdade é que Taffarel foi ídolo por onde passou, e o ponto mais alto da carreira dentro de clubes foi, sem dúvida, a final da Liga Europa da temporada 1999-2000, contra o Arsenal de Henry, Overmars, Bergkamp e Vieira, um timaço. Taffarel foi fundamental na partida e não deixou passar nada, levando os turcos à decisão por pênaltis. Daí, vocês conhecem a história: a estrela brilhou, etc, etc.






E para quem não tem paciência (ou tempo), segue a melhor defesa da partida. Contra um cabeceio certeiro de Henry, claro:




Fonte: IFFHS



Observação: Taffarel ganhou, após a Liga Europa de 2000, a Supercopa Européia (jogo único entre o campeão da Liga dos Campeões e o campeão da Liga Europa) em cima do Real Madrid dos galáticos. Não acredito ser a partida mais importante, uma vez que a Supercopa é um jogo único, enquanto a Liga Europa é um torneio com diversas fases.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

FIFA: Players to Watch 2012

Saiu a famosa lista da FIFA indicando jovens jogadores que serão possíveis destaques em suas equipes neste ano. A lista é quente e no ano passado indicou jogadores que, hoje, se não são titulares absolutos em seus times, acabaram se transferindo para tradicionais clubes da Europa. Curiosamente, na lista de 2011 Neymar não apareceu. Talvez porque o menino prodígio já era uma realidade? De qualquer forma, vale a pena dar uma espiada pela quantidade de acertos da lista.

Vamos pegar a de 2011 e entender o por quê:


Resta saber onde estarão os craques a serem observados neste ano de 2012. Segue abaixo o link do site da FIFA para quem quiser consultar:

http://www.fifa.com/worldfootball/clubfootball/news/newsid=1567609.html


sábado, 26 de novembro de 2011

1957, Final da Copa da Inglaterra: Busby Babes x Aston Villa

Se você é viciado em futebol certamente já ouviu falar dos "Busby Babes". Assim eram chamados os jovens que compunham o elenco daquele Manchester United de 1955 a 1958 treinado pelo escocês Matt Busby e que prometia ser um dos melhores da história. A safra era tão boa que eles levaram os Red Devils à conquista do campeonato com um time que tinha uma média de idade de apenas 22 anos. Conquistaram a vaga para a recém criada Copa Européia (atual UEFA Champions League) e só pararam no Real Madrid de Di Stéfano. No ano seguinte, conquistaram o bicampeonato inglês e classificaram-se novamente para a Copa Européia, mas infelizmente, quando retornavam do segundo jogo já pelas quartas-de-final contra o Estrela Vermelha, o avião que levava o time não conseguiu decolar do Aeroporto de Munique, onde faziam escala. Logo após a decolagem, caiu sobre uma casa deserta, matando diversos jogadores e membros da comissão técnica.

Muitos conhecem a história, mas poucos conhecem o futebol desses garotos tão celebrados. Quando encontrei o vídeo abaixo, fiz questão de vê-lo do início ao fim. Trata-se da final da Copa da Inglaterra de 1957, contra o Aston Villa. O jovem time perde o jogo, mas é notável o que o futebol perdeu com aquele acidente. Nem parecem garotos jogando bola, algo que em muito lembra o time do Barcelona atual. Jogadores que parecem jogar bola há muito mais que a idade permite deduzir.

Se puder, veja pelo menos 10 minutos. Se te falta motivo para vê-lo, saiba que David Pegg, Tommy Taylor e Duncan Edwards, apenas para citar alguns, fazem Bobby Charlton - aquele eleito por Pelé como um dos melhores futebolistas vivos, que é o maior artilheiro da história do Manchester United com 249 gols e que levou o time inglês à conquista da Copa do Mundo de 1966 - parecer coadjuvante.

Aliás, era Duncan, e não Charlton, a estrela do time àquela época.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Verdão 2012

Felipão já entregou uma lista de nomes à direção do Palmeiras para o projeto de 2012. Não adianta ficar aqui discutindo quantos ou quem serão os reforços. A lista de dispensa não será proporcional, até porque Felipão sabe que não pode ter tantos jogadores quanto quiser. De qualquer forma, alguns deverão sair para viabilizar os negócios, desonerando a folha salarial. Mesmo com a entrada dos valores das cotas de televisão, o clube deve aproveitar a receita extra para quitar algumas dívidas.

Vou analisar agora pontos que, na minha modestíssima opinião, poderiam seguidos nesse novo projeto.

1. Jogadores com a qualidade que o Palmeiras merece
Que a qualidade dos reforços é imprescindível, isso é claro. Precisamos de jogadores que pratiquem futebol do nível da série que disputam. Não quero menosprezar a série B, longe disso. Alguns argumentarão que a maior parte dos jogadores da série A passaram - não necessariamente - pela série B, e com razão. Existem sim jogadores da série B que exibem futebol no limite ou até mesmo além do nível praticado na segunda divisão, é verdade. Analogamente, existem jogadores da série A que jogam futebol de segundona. Que o diga nosso time, que está cheio deles. E é aí que reside o cerne da questão. O limite - técnico - entre uma divisão e outra não é delimitado apenas pelos times que jogam nessa ou naquela. Mas a chance de encontrarmos um jogador tecnicamente credenciado para disputar bem o campeonato é maior na primeira divisão que na segunda.

2. "Medalhão", hoje não
Outro ponto é quanto à questão da contratação dos chamados "medalhões". Primeiro, vamos definir exatamente do que se trata.

"Medalhão" é um atleta que se encontra na parte descendente da curva de rendimento de sua vida profissional. Decadente? Não necessariamente. Todos tendemos à decadência, isso é claro. Mas que eles estão mais perto do fim de carreira, isso é ainda mais claro.

Por que os "medalhões" são caros? Porque a curva de rendimento desses jogadores foi excepcional. O patamar, mesmo que em tendência de queda, é elevado.

Apesar disso, contratar um destes não significa que ele irá render dentro de campo. A vida dos "medalhões" geralmente é marcada por lesões, indisciplina, falta de comprometimento e amor à camisa. Uma conjunção perigosa de fatores capaz de afetar consideravelmente o tão sonhado rendimento que muitas vezes só existe na memória dos torcedores mais inocentes.

O futebol, porém, não vive só do espetáculo. O "medalhão" traz uma compensação financeira ao time que consegue comprá-lo, melhorando o marketing do clube. Portanto, fica claro aqui que o clube tem interesse em contratar o jogador não somente pelo desempenho dentro de campo, mas também extra-campo. Você pode pensar que isso é muito óbvio, eu sei, mas há uma diferença sutil aqui e me preocupo em não desperdiçar seu tempo com obviedades. O que é melhor para o clube não é, a curto prazo, o melhor para o time. E quando um "medalhão" vem para o seu time, que está precisando de resultados naquele longo campeonato, ou naquele jogo decisivo, resumindo, de bom futebol, você sabe que um jogador contratado não apenas pelo nível do futebol apresentado recentemente, pouco irá resolver.

3. Prudência financeira
A receita extra do começo de 2012, receita essa que os outros times também terão, pode inflacionar o passe geral dos jogadores. Os "medalhões" estarão ainda mais caros, portanto espero que o clube não torre esse dinheiro à toa. O Palmeiras deve usá-lo com prudência, e paralelamente vender alguns jogadores para reforçar o caixa, pagar dívidas, enfim, colocar a casa em ordem. Foi às custas da filosofia de trazer "medalhões" para o time que pagamos, por exemplo, parte do salário de Lincoln enquanto ele joga no Avaí. Valdívia quase não jogou este ano, entre lesões e serviços prestados à seleção chilena (que geralmente colocavam na bagagem do mago mais lesões de brinde). Toda semana sai uma estimativa de quantos milhões custa um gol do meia. Cada vez mais alta.

Da mesma forma, não é hora de realizar "pechinchas". Também aprendemos - duramente - essa lição. Não é preciso citar nomes, certo?

4. A Espinha Dorsal
O ponto principal desse longo post.

Independente de quais forem os reforços, ou da qualidade destes, Felipão precisa antes de tudo ter uma idéia básica de como será o time. Como irá atacar, como irá defender, como será o fluxo de jogo. Somente a partir dessa idéia básica é que ele buscará no mercado as engrenagens capazes de exercer cada função para que a máquina-time funcione. A diretoria correrá atrás de suas solicitações, sim, irá. Provavelmente não conseguirá trazer exatamente as mesmas peças que pediu, fazendo o técnico trabalhar para realizar as adaptações necessárias e, em último caso, alterar o esquema formulado anteriormente.

Concluindo, todo bom time tem uma Espinha Dorsal, e de qualidade. Ela é a estrutura básica da equipe, do goleiro ao centroavante, a base a partir da qual tudo é erguido. É o alicerce do time. E Felipão precisa encontrar a espinha dorsal do próximo Palmeiras. Precisa montá-la bem.

Há uns dois anos atrás, se você perguntasse a uma pessoa qualquer, ou até mesmo quem não fosse torcedor do time, como era formado o Palmeiras, ela saberia ao menos dizer um nome de cada linha que compunha a equipe: Marcão, Danilo, Pierre, Diego Souza, Cleiton, Keirrison. Até Obina seria lembrado. Façam um teste. Qual a espinha dorsal do Flamengo atual? Felipe, Angelim, Airton, Willians, Ronaldinho, Thiago Neves, Deivid. Do Corinthians? Júlio César, Alessandro, Paulo André, a dupla sertaneja Ralf & Paulinho, Alex, Danilo, Liedson. A questão é que o nosso time atual não tem isso. A espinha não é completa. Até a linha de volantes, temos uma defesa sólida e respeitável. Dali em diante, um time acéfalo, sem agressividade e principalmente sem união. Sem referências nas linhas de meia e ataque, o time se perde. E desse jeito não adianta falar em jogo coletivo, coisa que o time também não tem dali pra frente.

5. Mudança de atitude
Venha quem vier, todo time é um reflexo de como pensa o treinador. Felipão poderia ser mais ousado, usar dois meias ao invés de um, não ficar improvisando volante na lateral, dado mais chance a alguns jogadores, fazer algumas alterações que apesar de não serem "garantidas", poderiam ter dado certo. Sei que criticar é fácil. Somos dezenas de milhões de torcedores que, quando as coisas não vão bem, do conforto de nossas poltronas e motivados pelos nossos míseros salários, é o mais conveniente a fazer. Porém, não estamos de todo errados. Felipão poderia sim, ter arriscado mais. Perderíamos mais nesse processo de tentativa e erro, obviamente, mas 1 vitória e 1 derrota valem mais que 3 empates. Nos restaria ainda uma bala.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Felipão sinaliza Verdão no 4-4-1-1

Felipão sinalizou mais uma mudança tática. Não resolve mas é a postura mais precavida, marca do Felipão diante do elenco que tem e alimento garantido para os que o chamam de "retranqueiro".

Diante das ausências de Maikon Leite, Luan e Ricardo Bueno (questões contratuais), e com as más atuações recentes de Gabriel Silva e Márcio Araújo, algumas atitudes foram - corretamente - tomadas.

Sem Luan pela esquerda, o jeito era colocar alguém para marcar, só marcar. A melhor opção, por incrível que pareça, era Rivaldo. Só que Gabriel Silva também não tem atuado bem. Então Rivaldo começou na lateral e Patrik na frente. Depois, Gerley entrou na vaga do Patrik e Rivaldo avançou. Na minha opinião, essa deveria ser a formação titular. Ficamos então com uma linha repleta de volantes à frente da zaga, Valdívia isolado na criação de jogadas e Fernandão à frente.

O time sinalizado no 4-4-1-1 me faz pensar algumas coisas.

É certo que a linha de quatro jogadores não fará estrago algum ao time adversário. Tecnicamente, são todos volantes, jogadores de meio-campo cuja principal característica é a marcação, não a criação, muito menos a finalização. Já viu algum deles acertar um chute? Arriscar de fora da área? Dar uma assistência? Pois é.

Um time que atua bem no 4-4-1-1 é o Tottenham. Os Spurs atuam com dois volantes, um de contenção e outro com mais saída para "empurrar" o jogo pra frente, e nas alas, jogadores extremamente rápidos e com qualidade no cruzamento, Gareth Bale e Aaron Lennon. Mesmo que conte com apenas um desses jogadores,  é crucial para o fluxo do jogo a presença de pelo menos um deles.

O problema do Verdão é que não temos nenhum jogador com essas características.Temos, geralmente, Luan e Maikon Leite caindo pelos lados do campo e se no quesito finalização as coisas não vão bem, no quesito cruzamento a coisa nunca existiu.

Com os volantes na próxima partida, o panorama é fácil de analisar:

  • perdemos as finalizações, o que é pior, porque antes nós tinhamos, mesmo que em pouca quantidade devido à qualidade técnica com que vinham sendo executadas.
  • nada ganhamos em termos de assistências, o que não é pior, dado que nunca tivemos bons jogadores nesse quesito.
  • ganhamos na marcação. Na teoria, claro.

Valdívia deve, portanto, ficar isolado na criação de jogadas. Fernandão se virando como pode na pequena área. Se o Mago pode jogar centralizado, porque não pode atuar pela direita? Isso abriria espaço para a entrada de Carmona. Mesmo que não tenha atuado bem com a bola correndo, é uma referência nas bolas paradas. Os cruzamentos que perdemos com a lesão do Kid, poderíamos ganhar novamente com o jogador. O problema é que Luan saiu. E se o Luan sai, alguém tem que ficar pra marcar na esquerda. Rivaldo poderia ficar na lateral esquerda, mas não rende. E deixar isso tudo acontecer é arriscado demais para o coração do Felipão, que já tá véio. Por isso, Carmona e Valdívia não atuam juntos.

Com isso ficamos à mercê dos lampejos de magia do chileno e de alguns corre-corres com o Cicinho pela direita. Nada mais que isso. Ligação direta, chutão de longe para a arquibancada, cruzamentos ruins. Isso vamos ver bastante.

Moral da história: outro jogo feio, sem criatividade, sem agressividade, com queda de qualidade técnica.


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

30ª rodada que promete mudanças

Depois do jogo contra o Flamengo, só se fala na ausência garantida de Kléber, que não joga mais pelo Palmeiras. Nem Felipão, nem Frizzo querem que ele jogue pelo Palmeiras. Não tô nem aí. Se ele jogará ou não, meu time é maior que tudo isso. Por isso, me preocupo acima de tudo com a próxima rodada. E a ausência que mais será sentida não será a do já "ex-atacante" do Verdão, mas sim a do nosso volante-sósia, Kid. A saída do principal batedor de faltas vai dar uma sacudida no esquema tático do alviverde imponente.

A mudança é forte porque:

1. Bola parada: o volante se destaca no campeonato. Cobra todos os escanteios do time, faltas de pequena e média distância. Tem um número impressionante de assistências, 25 no total, além de ter marcado 5 gols. É de longe a peça mais importante no elenco alviverde e os números refletem mais do que a qualidade - indiscutível, diga-se de passagem - do jogador. Refletem, acima de tudo, um time que tem jogado completamente em função desse jogador. Daí surgem duas opções: ou o time continua com o padrão de jogo atual, ou muda tudo. Caso Felipão escolha pelo "Palmeiras de sempre", poderá motivar a entrada de Pedro Carmona no meio campo, já que um dos pontos fortes do jogador é a bola parada. Caso isso não ocorra, podemos ter que nos virar com a bola no chão. E com a bola ao chão, é melhor colocar o Valdívia em campo, mesmo que sem ritmo. Cabe ao Felipão escolher.

2. Marcação pelo lado esquerdo: do ponto de vista da marcação, mesmo não sendo dos mais aclamados, fará falta ao time. Olhando os números, o argumento de que a entrada do Luan é importante para cobrir os "buracos" na marcação deixados pelo Kid não procede. Além disso, nosso lateral esquerdo titular sobe demais e é extremamente fraco na marcação. Apesar do número de desarmes ficar na média, o volante aparenta ser lento em campo. Entretanto, nunca comprometeu o time. Não é habilidoso, mas tem bom passe.

Sonho meu
Se eu fosse o treinador, seria simples e direto. Se mantermos o padrão de jogo, é 70/30. 70% de chance de empate, 30% de chance de derrota. Precisamos jogar bem com a bola no chão, e o time é capaz disso. A imprensa sempre pende para o time com maior torcida, e vi um Palmeiras diferente ontem, que foi melhor que o Flamengo, que agrediu mais. Precisamos potencializar isso. A mudança de padrão de jogo poderá forçar os atacantes - e não os altos zagueiros - a fazer o serviço para o qual foram contratados, marcar gols. Mas como?

Com Marcos Assunção em tratamento, a linha de volantes seria formada por Chico e Márcio Araújo. Henrique e Thiago Heleno na zaga, Cicinho na lateral direita. Gabriel Silva na lateral esquerda. Luan será importantíssimo contra o Fluminense, por dificultar a saída de Mariano que, contra o Coxa, infernizou e deu duas assistências por aquele lado. No jogo de ida, os jogadores praticamente se anularam. Luan quase não apareceu no jogo, e a maior parte das chances de gol do Fluminense saíram pela esquerda, com o lateral Carlinhos ou com a troca de passes entre Deco e Marquinhos, resumindo, acharam - e rápido - que o caminho para derrotar o alviverde era pela esquerda, o lado direito do Palmeiras.

Marquinhos também infernizará o meio-campo, assim como na partida de ida. Cicinho não foi bem naquela partida, e a dinâmica entre o meia-esquerda do Fluminense com Deco praticamente selou o resultado. Deco, por sua vez, não tem atuado bem, mas é o Deco. No jogo de ida, sairam dos seus pés dois lançamentos que, por extrema infelicidade de Fred, não se converteram em gols. Não podemos vacilar, e torço para que Chico e Márcio Araújo anulem o jogador. Terão trabalho, assim como o próprio Kid que voltou do Rio com uma caneta de brinde do ex-Chelsea e Barcelona.

Patrik fez boa partida contra o Flamengo (dando lugar a Valdívia no segundo tempo) e poderia continuar, mas ainda acho que o meio-campo ficaria pouco criativo e dinâmico dessa forma. Com Valdívia sem ritmo, se colocássemos Carmona na criação, ficaria sobrecarregado. Ele tem que jogar com outro meia, outro criador. Carmona jogaria bem com Patrik caindo pela direita, mas isso não é possível porque Luan tem vaga cativa e Maikon Leite terá a titularidade garantida após a saída de Kléber. Fernandão é a referência, então, no esquema proposto por Felipão, com dois atacantes, não há espaço no meio campo para o novato, que atua como Valdívia, mas não é o Valdívia. Acho que fica no banco.

Para o próximo jogo, o Palmeiras tem que agredir pelo lado esquerdo, ou melhor, o lado direito do Flu. Esse é o caminho. Com Luan na marcação, o meia tem que ter um passe preciso para sairmos em velocidade no contra-ataque nas costas do Mariano. Carmona e Valdívia possuem essa característica, por terem velocidade e boa saída. Patrik é um jogador mais estático. Caso Luan esteja muito recuado no momento da saída, o ideal era ter um atacante pela esquerda com movimentação e velocidade. Esse é outro fator, aliado ao fato de que devemos jogar (necessariamente) mais com a bola ao chão, para que Fernandão não comece como titular. Apesar de habilidoso, Fernandão é lento, sendo mais um homem de referência do que um atacante. Não queremos um novo Kléber. Em seu lugar, optaria por um jogador mais veloz, no caso, Ricardo Bueno. Acho difícil Felipão armar o time assim.

Por fim, cuidado redobrado com Fred, que está jogando demais. Um especialista em bola aérea que encontrará a defesa que mais vacila nesse tipo de jogada. As chances de tomarmos gol nesse tipo de bola é grande, desde que a bola saia dos pés de um armador ou lateral para a cabeça dele. Por isso, repito, a caça de Luan por Mariano deve ser implacável. Quanto às qualidades defensivas de Gabriel Silva, oremos.

Minha escalação! Deola; Gabriel Silva, Henrique, Thiago Heleno, Cicinho; Chico e Márcio Araújo; Luan e Valdívia; Ricardo Bueno e Maikon Leite.

Felipada! Deola; Gabriel Silva, Henrique, Thiago Heleno, Cicinho; Chico e Márcio Araújo; Luan e Patrik; Fernandão e Maikon Leite.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

28ª rodada: Palmeiras 0 x 1 Santos

Também imaginava que o 3-5-2 poderia ter uma boa dinâmica na ausência do Cicinho. O problema é que, diante de um time com um lateral esquerdo como Léo, do Santos, a inoperância do lado direito é quase certa. O lateral santista levou a melhor sobre Márcio Araújo, que apesar de não estar escalado como lateral, teve de atuar como tal. Com o volante "obrigado" a recuar durante todo o jogo, a necessidade de três zagueiros foi nula.  Gabriel Silva pouco fez pelo lado esquerdo, o único lado que funcionava no jogo. Ainda assim, nada foi criado. Carmona pouco se apresentou e Fernandão estava muito enfiado na área. Geralmente as jogadas terminavam com um passe errado ou uma bola perdida.

Felipão deveria ter observado isso, mas depois do primeiro gol, não fez nenhuma alteração tática. Novamente, trocou seis por meia dúzia. Tirou Maikon Leite e colocou Ricardo Bueno, depois tirou Pedro Carmona e colocou Patrik. Os três zagueiros não eram necessários, e a prova maior disso é que o próprio Felipão, vejam bem, mandou Henrique avançar quando o time tomou 1 a 0.

Não seria mais fácil tirar, por exemplo, o alto Maurício Ramos, que vacilou no primeiro gol e nem pulou no cruzamento baixinho do baixinho Léo para o baixinho Borges, e colocar Patrik em seu lugar? Pedro Carmona não precisava sair. Tinha feito partida razoável, apesar das faltas e alguns passes errados, era o primeiro jogo como titular e estava sobrecarregado na armação das jogadas, precisava de outro jogador acompanhando. Seria mais fácil deixa-lo em campo e colocar Patrik para atuar pela direita, ou até mesmo Tinga. Novamente, foi o conservadorismo de Felipão, o excesso de cautela, de pessimismo, que ditou o resultado. Quando o time tomou o gol, já se sabia que este seria o placar até o fim do jogo. Só não foi mais porque Deola, aos poucos, está descobrindo o porquê de Marcos ser chamado "santo". Vai ter que fazer pelo menos três milagres por jogo até encerrar a carreira.