segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Uma visita ao Pacaembu

Palmeiras 3 x 0 Ituano, 7ª rodada - Paulistão 2012
12/02/2012





Fui com meu pai ao Pacaembu ver o Verdão jogar contra o Ituano, pela 7ª rodada do Campeonato Paulista. A última vez que meu pai tinha ido ao Pacaembu foi em 1973. Ainda me agradece por tê-lo "arrastado" para o jogo, mesmo debaixo de chuva. Vimos um time que dá muitas esperanças, com sede de vitórias, com vontade de marcar até o último minuto. Esse é o espírito do time.

Começo arrasador

Armado no 4-2-3-1, Patrik pela esquerda, Maikon pela direita, Daniel na armação e Barcos na referência, o time começou com uma lateral direita de velocidade inigualável. A combinação entre Maikon Leite e Cicinho não perdia uma jogada em profundidade. E essa era justamente a válvula de escape do time. Como Patrik não é jogador de lado de campo, prefere mais jogadas pelo meio e Daniel Carvalho movimentou-se pouco e estava muito marcado, o jeito era inverter a jogada com Cicinho, que lançava Maikon em profundidade para tentar um cruzamento para Barcos. Foi justamente por aquele lado que saíram os dois cruzamentos que deixaram o time com 2 a 0 de vantagem ainda no primeiro tempo. No primeiro gol, cruzamento de Maikon Leite para Barcos, o goleiro do Ituano desviou e Patrik pegou de cabeça no rebote. Já no segundo, bola parada pela direita. Dele, sim. A bola cruzou toda a grande área sem que ninguém desviasse e Barcos só completou. Para o primeiro tempo é interessante ressaltar a boa movimentação de Barcos, que ainda nos premiou com uma bela jogada pelo lado esquerdo, passando por dois marcadores, dando um corte seco em um deles novamente e chutando de esquerda para o goleiro do Ituano espalmar.

Segundo tempo de arroz com feijão

Com o domínio do jogo, Felipão sacou Cicinho para a entrada de Arthur. O lateral já estava com cartão amarelo, suspenso para a próxima partida. Com o resultado favorável, faz sentido botar o garoto para pegar ritmo de jogo. Aos 17', Daniel Carvalho, que pouco se movimentou, foi substituído por João Vítor. Uma pena, porque a cada passe que dava na bola, saía uma jogada genial. Ainda não está com o preparo físico ideal, e àquela altura do jogo, já estava morto em campo, rendendo nada. Com a entrada de João Vítor, o time ficou com marcação forte no meio campo, mas sem alternativas na criação, sobrando para Patrik carregar o piano da armação, aparecendo ora na esquerda, ora na direita, às vezes tentando jogadas pelo meio. De uma boa jogada de Barcos pela esquerda, tabelando com Patrik, saiu o lance que originaria o terceiro gol do Verdão, um escanteio pelo lado direito do ataque. No cruzamento, Arthur meteu a bola pra dentro, fechando a conta aos 22'. Dez minutos depois, ovacionado, Kid deixou o campo para a entrada de Pedro Carmona. O meia, posicionando mais à frente do que Daniel Carvalho e com melhor movimentação, teve boas chances de aumentar o placar. Em um deles, no contra-ataque, teve a opção de finalizar a jogada ou rolar a bola para Barcos, livre pela esquerda. Na indecisão, demorou e rolou a bola para Barcos. O espaço encurtou e Barcos teve que improvisar. No lance, tentou encobrir o goleiro, que defendeu com tranquilidade.

Conclusões

Outras pontuações, não menos importantes, devem ser citadas. Leandro Amaro jogou como zagueiro pela direita, fazendo excelente partida, assim como Henrique. Outro ponto é que o Ituano tentou, insistentemente, jogadas nas costas de Juninho, com algum sucesso. No meio campo, Kid anda jogando mais pela direita que pela esquerda, com a saída de Luan do esquema. Isso tem ajudado bastante, já que Márcio Araújo é mais rápido na marcação por aquele lado, e do lado direito temos Cicinho que marca muito bem por dentro quanto por fora. Vale lembrar que quando João Vítor entra para compor a linha de volantes pela direita, Kid joga centralizado com Márcio Araújo pela esquerda. Patrik, apesar do gol, não rendeu no primeiro tempo. Em compensação, no segundo, destruiu. Correu como Luan, sendo extremamente participativo, só que por todos os lados do campo. Maikon e Cicinho voaram pela direita, e Arthur se mostrou um reserva à altura. Quanto à Barcos, dispenso comentários. Joga muito.

Resta a impressão de um time com muita vontade de vencer, que agride o jogo inteiro, entrosado, e que ganha a cada dia a confiança do torcedor. Com mais peças de reposição, mais variações táticas, mais agressividade, mais perigoso. Isso é Palmeiras.

Variações Táticas

 Onze iniciais: Time no 4-2-3-1, com Daniel na armação, Maikon jogando pela direita como está acostumado e Patrik pela esquerda. Barcos na referência. Henrique como zagueiro pela esquerda e Leandro Amaro pela direita. Cicinho ainda na lateral.
Segundo Tempo, troca de laterais: Cicinho, amarelado, deu lugar para a entrada de Arthur. E que bela substituição! Jogou bem o garoto e ainda marcou um gol.

Aos 27' do 2T, sai Daniel Carvalho, entra João Vítor: Felipão arma o time com três volantes (4-3-1-2) e Patrik na armação, que correspondeu muito bem.


















32' do 2T, sai o melhor em campo (4-2-2-2): ao final da partida, Felipão retira Kid, o melhor em campo, para a entrada de Carmona. O meia movimentou-se melhor que Daniel Carvalho, levando mais perigo ao time adversário. Porém, desperdiçou chances.




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Líderes.

Palmeiras 3 x 2 XV de Piracicaba, 6ª rodada - Paulistão 2012
08/02/2012






Contra o XV de Piracicaba, Big Phil resolveu poupar alguns jogadores e dar ritmo a outros. Maurício Ramos entrou na vaga de Leandro Amaro, Artur entrou no lugar de Cicinho, Gerley no lugar do Juninho (que foi cortado). Maikon, nosso jogador que sempre entra no segundo tempo, tentou provar o contrário como titular. Felipão escalou o time no 4-2-3-1. Patrik, que normalmente joga na esquerda, jogou pela direita, invertido com Maikon. Daniel Carvalho atuou centralizado, na distribuição. Fernandão ficou na referência.

Formação inicial: 4-2-3-1. Patrik mais pelo meio e Maikon muito aberto na esquerda


Logo no começo, o jogo deu uma prévia do que seria o primeiro tempo. Com dificuldades claras na armação das jogadas, o time não conseguia passar do meio campo, monitorado por Gláuber e Adilson Goiano. O XV marcava forte a saída de bola e o time só levou perigo nas bolas paradas. Tomamos de cara muito sufoco com os laterais sem ritmo e mal posicionados. Cazumba, pela esquerda, subia com frequência livre nas costas de Artur. Gerley mostrou, inicialmente, mais segurança pela esquerda, apesar de bastante pressionado pelos atacantes Hugo e Paulinho. Mesmo assim, também sentiu dificuldade para sair com a bola. Sem Luan e com Maikon muito aberto na ponta esquerda, sem apoiar com a mesma intensidade o meio, o lado esquerdo do time ficou com um buraco entre a defesa e o ataque. Se no ataque, isso foi prejudicial, no aspecto defensivo conseguiu mais estragos ainda. Por aquele lado o meio campo do XV fluia e distribuia facilmente bolas tanto para os pontas quanto para os alas.

Aos 15,' entretanto, um raro tipo de jogada aconteceu, ou seja: com a bola no chão. Kid lançou a bola para Fernandão, que fez o Pivô para Patrik. O camisa 40 veio de trás e encontrou Daniel Carvalho mais à frente, próximo à zaga. Daniel passou pelo marcador, seguiu pela esquerda da grande área e bateu cruzado. 1 a 0 Verdão.

Com o gol, o XV partiu para cima. Jogando sempre no contra-ataque, e mais frequentemente com lançamentos para Cazumba pela esquerda nas costas de Artur, o time conseguiu levar perigo à grande área, dando trabalho para Deola que, até aquele momento, foi impecável, realizando defesas dificílimas, inclusive com bolas desviadas e saindo bem nos escanteios. O Verdão, acuado, continuava com os problemas de criação e tentando ampliar o placar nas bolas do Assunção.

Aos 31', veio o balde de água fria. Impossível não lembrar do gol de Ronaldinho Gaúcho que classificou o Brasil na Semi-Final de 2002 contra o lendário David Seaman, à época goleiro do Arsenal. Um cruzamento que acabou em gol pela ponta direita igualou o placar. Deola, dessa vez, falhou.

O time insistiu no mesmo esquema de jogo, mas Daniel Carvalho, muito marcado, não conseguia armar com tranquilidade. Maikon não estava vingando na ponta esquerda, apesar de receber muitas bolas, e Patrik joga muito pelo meio, não é jogador de lado de campo. Com Artur fraco no apoio, pelo lado direito também não nasciam jogadas ofensivas. Fernandão, isolado no campo de defesa adversário, fez o que podia: pivô, pivô e mais pivô. Recuava ao meio campo quando a bola não chegava, ou seja, o tempo todo, ou tentava o bote quando a posse era do XV.

Big Phil acerta nas mudanças, mas...


2', falta na intermediária, Gol do Kid. O que dizer?

Mérito do time? Não. Mérito do Kid.

Para o começo do segundo tempo, nenhuma alteração. Apesar do gol, o time continuava com os mesmos problemas na criação e sendo atacado constantemente pelas laterais. Pouco depois dos 4', Paulinho recebeu enfiada pela direita, cortou Gerley e quase empatou o placar. Do outro lado, Artur começou a ganhar mais confiança e melhorou muito, tanto no aspecto ofensivo quanto - e principalmente - no defensivo. Fez desarmes e tabelou com Márcio Araújo.

Com o time inofensivo, Felipão trocou Patrik por João Vítor aos 10', armando o time no 4-3-1-2. O time melhorou e ganhou mais facilmente a posse no meio campo.

Time no 4-3-1-2, com mais posse no meio

Aos 15', ficou melhor ainda. Barcos entra no lugar de Fernandão e o argentino logo mostrou porque tanta expectativa foi gerada desde a sua chegada ao time: posiciona-se melhor e é mais rapido que Fernandão, além da habilidade com a bola nos pés. Só não finalizou porque as bolas não chegaram. Sem dúvida será o titular.

Barcos entra, time melhora movimentação no ataque. D. Carvalho, entretanto, nulo

O Palmeiras apresentou um breve domínio, jogando um futebol bonito, com triangulações, passes rápidos e muita movimentação do ataque. Infelizmente, Daniel Carvalho não é mais um garotinho. Depois dos 20', o cansaço fez sua parte e cansou o mais técnico dos jogadores em campo, facilitando a marcação adversária. Com isso, a distribuição do esquema estava com um belíssimo de um buraco no meio e o time se espremia pelas laterais, tentando jogadas sem sucesso.

Entre 25' e 26', no contra-ataque, a estratégia do XV deu certo. A defesa alviverde deu uma das mais esdrúxulas apresentações que já vi. Parecia pelada de várzea. Deola saindo errado, zagueiro furando chutão ou tomando corte inacreditavel de jogador do XV. O time deu mole e no tiroteio do XV na grande área, sobrou uma bola travada na pequena área. Foi aí que Maurício Ramos finalizou o espetáculo ao tentar "destravar" a parada empurrando a bola para o próprio gol. Genial!

A noite reservava mais

Apenas dois minutos depois, outra falta na intermediária do XV, pela direita. Kid, dessa vez, não chutou direto para o gol. E quando ele não chuta, dá assistência. Bola redondinha na cabeça de Artur, caixa. Verdão 3 a 2.

Com o resultado na mão, Felipão botou Chico em campo, no lugar de Daniel Carvalho, praticamente morto em campo, armando o time no 4-4-1-1, com Maikon à frente da linha de volantes e Barcos na referência. Pera aí, outro volante? Você poderia ter se perguntado: "mas Felipão não poderia ter colocado o Carmona?". É verdade, poderia. Mas em jogo que Artur, Gerley e até Barcos jogam, por que não colocar o Chico? O treinador precisa, além das mudanças visando o resultado no jogo, pensar em um plano maior, como no campeonato.

Retranca total no 4-4-1-1 com a entrada de Chico

Um dos fatos do time ter jogado mal nessa noite, além da ausência de Luan na marcação pela esquerda e da má atuação de Maikon Leite e Fernandão, foi o simples fato de Gerley e Artur entrarem em campo sem ritmo de jogo, abrindo espaço para os laterais do XV atacar, como o tal do Cazumba. Colocar o Chico em campo para jogar 15 ou 20 minutos hoje pode auxiliar o time mais à frente, com uma lesão - tomara que isso não aconteça, mas é comum - de algum volante ou mesmo em uma partida para poupar um jogador crucial como o Kid. Além disso, com praticamente sete defensores em campo e com o resultado garantido, não seria de todo mal colocar outro volante em campo. Será?

O problema é que nosso time, com essa estrutura, fica atado ao campo defensivo. Com apenas dois jogadores à frente das duas linhas de quatro defensores, a marcação destes dois atacantes não é difícil, mesmo com todo o XV no ataque. Com isso, passar a bola para o ataque fica mais difícil. A posse, portanto, ficou com o XV. Sem espaço pelos flancos nem pelo meio, foi chuveirinho daí até o final. Sufoco do baralho.

E Barcos, quem diria, teve uma estréia bem ao estilo do Palmeiras do ano passado. Isolado à frente dos volantes.

Só espero que a fome de bola acabe no jogo seguinte...

#BoaNoiteLíderes

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Revelações contra as Sardinhas, 4-4-2 losango

Nosso último combate contra as Sardinhas (2x1 de virada em partida válida pelo Campeonato Paulista de 2012, em 5/2/2012) deixou duas evidências muito claras.

A primeira, é que o grupo está mais unido e entrosado. Buscou a vitória desde o começo da partida, fazendo valer a sequência de jogos que enfrentaram juntos. O entrosamento entre os jogadores é nítido. Tabelas, triangulações, pivôs, enfiadas em profundidade e até jogadas mais complexas saem com relativa facilidade em comparação ao ano passado.

A segunda evidência é tática. O esquema do time, esculachado por uma massa gambá de jornalistas como retranqueiro e sem iniciativa por possuir três volantes em sua base, foi na verdade um esboço de 4-4-2 losango (4-3-1-2, ou 4-1-2-1-2). Tanto Márcio Araújo quanto João Vítor normalmente sobem ao ataque para apoiar o time além de auxiliar na marcação, enquanto Marcos Assunção permanece fixo, comandando a basculação, cobrindo as subidas do lateral, ora direito, ora esquerdo. Juninho e Cicinho se revezam no apoio ao ataque. À frente dos dois jogadores, o meia-avançado, no caso Valdívia, fazia a distribuição de bolas para os atacantes, no caso Luan e Fernandão, ou tentava ele mesmo uma finalização.

O time (ainda) badalado do Santos, em uma formação idêntica à do time que encarou o Barcelona exceto pelos laterais, era franco favorito. Ganso e Elano, na cabeça dos jornalistas, dominariam o meio-campo enquanto Neymar infernizaria a vida pela ponta esquerda santista, nossa ala direita. Cicinho, é verdade, não teve vida fácil, mas conseguiu anular a jóia santista. Quanto a Ganso e Elano, foram facilmente anulados (e muito) pelo losango. Jogando próximos uns aos outros, tocando curto e não em um losango aberto demais, o que facilitaria a marcação adversária do passe, os volantes conseguiram tocar a bola e triangular com facilidade, em uma batalha 3v2 que facilitou o domínio da posse de bola na faixa central do campo. Isso nos deu a posse. Com a posse, Valdívia podia receber a bola com mais frequência, e mesmo que marcado individualmente por Arouca ou Henrique, conseguia encontrar espaços na defesa santista, já que Fernandão se projetava com frequência para fora da área, puxando a marcação e abrindo verdadeiros buracos pelos quais tanto os laterais como (principalmente) Luan, poderia aproveitar e tentar um cruzamento ou uma finalização.

Uma consideração importante a fazer é o papel de João Vítor. Quando deslocado como meia pela direita, cumprindo exclusivamente a função de criar jogadas por aquele lado, não vingou. Aliás, só foi melhor que Tinga, o que na prática significa que desempenhou extremamente mal a função. Como volante de saída pela direita, jogando um pouco mais recuado, defendendo e também fazendo a saída de bola por aquele lado, se encontrou na posição. Sua atuação de ontem despertou nos palmeirenses um sentimento esperançoso que aumentou com especulações recentes sobre a possível contratação de Wesley, ex-santista que atuava no Werder Bremen, na Alemanha. Todos se lembram do jogador que auxiliava a marcação no meio-campo e ainda chegava na frente para finalizar com qualidade. Wesley é um tipo raro de volante, meio que um meio-campista "box-to-box" (que atravessa os dois lados do campo), um "carrijero" como diriam no futebol argentino, e pode auxiliar muito na formação de um losango forte pela direita.

O esquema pode ser uma boa tacada para Felipão. O losango de pontas estreitas domina o centro do jogo com sua alta compressão. Sua única fraqueza são os flancos, que devem ficar por conta do avanço dos laterais. Isso parece não ser problema, já que tanto Juninho quanto Cicinho são fortes no apoio pelos lados do campo, além de Luan. Com Valdívia lesionado e Daniel Carvalho atuando regularmente bem, uma formação forte para o Campeonato Paulista e, posteriormente, para o Campeonato Brasileiro, seria o 4-4-2 com o "diamante" no meio-campo:


Atualmente, boa parte dos times brasileiros atuam no 4-4-2 tradicional, com dois volantes, dois meias e dois atacantes. Jogando no losango e marcando no campo de defesa do adversário, teríamos vantagem numérica no meio e a posse viria. Resta saber se Felipão se interessa nesse possível desdobramento. É claro que a vinda de Wesley facilitaria isso. Mas o jogo contra o Santos, dominando facilmente aqueles que são chamados pela mídia como "o futuro do futebol brasileiro", foi um forte indício de que esse é o caminho. Márcio Araújo, João Vítor e companhia realmente atuaram bem. Mas o posicionamento durante a partida pode ter ajudado, e muito. Ou você acredita que o João Vítor joga mais que o Ganso?

Leitura Complementar:
1. Como jogava o Figueirense de Juninho, nosso lateral esquerdo.
http://globoesporte.globo.com/platb/tabuleiro/2011/10/13/figueira-se-organiza-em-eficiente-4-3-1-2/
2. Como o pessoal do FM 2012 estruturou a lógica do esquema no jogo:
http://www.fm-britain.co.uk/2011/06/03/understanding-the-4-4-2-diamond/
3. Acabo de encontrar no Youtube um jogador do FM explicando (e muito bem) o funcionamento do 4-1-2-1-2 (ou 4-3-1-2). Vale a pena ver:

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Melhores Goleiros dos últimos 25 anos!

Saiu o ranking do IFFHS sobre os melhores goleiros dos últimos 25 anos. O italiano Gianluigi Buffon, da Juventus, lidera a lista. Entre os brasileiros, Taffarel é o melhor colocado, na décima posição. A maior parte dos brasileiros lembra mais do goleiro que pegou pênaltis contra a Itália na final da Copa do Mundo de 1994 e contra a Holanda na semi da Copa do Mundo de 1998. A verdade é que Taffarel foi ídolo por onde passou, e o ponto mais alto da carreira dentro de clubes foi, sem dúvida, a final da Liga Europa da temporada 1999-2000, contra o Arsenal de Henry, Overmars, Bergkamp e Vieira, um timaço. Taffarel foi fundamental na partida e não deixou passar nada, levando os turcos à decisão por pênaltis. Daí, vocês conhecem a história: a estrela brilhou, etc, etc.






E para quem não tem paciência (ou tempo), segue a melhor defesa da partida. Contra um cabeceio certeiro de Henry, claro:




Fonte: IFFHS



Observação: Taffarel ganhou, após a Liga Europa de 2000, a Supercopa Européia (jogo único entre o campeão da Liga dos Campeões e o campeão da Liga Europa) em cima do Real Madrid dos galáticos. Não acredito ser a partida mais importante, uma vez que a Supercopa é um jogo único, enquanto a Liga Europa é um torneio com diversas fases.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

FIFA: Players to Watch 2012

Saiu a famosa lista da FIFA indicando jovens jogadores que serão possíveis destaques em suas equipes neste ano. A lista é quente e no ano passado indicou jogadores que, hoje, se não são titulares absolutos em seus times, acabaram se transferindo para tradicionais clubes da Europa. Curiosamente, na lista de 2011 Neymar não apareceu. Talvez porque o menino prodígio já era uma realidade? De qualquer forma, vale a pena dar uma espiada pela quantidade de acertos da lista.

Vamos pegar a de 2011 e entender o por quê:


Resta saber onde estarão os craques a serem observados neste ano de 2012. Segue abaixo o link do site da FIFA para quem quiser consultar:

http://www.fifa.com/worldfootball/clubfootball/news/newsid=1567609.html


sábado, 26 de novembro de 2011

1957, Final da Copa da Inglaterra: Busby Babes x Aston Villa

Se você é viciado em futebol certamente já ouviu falar dos "Busby Babes". Assim eram chamados os jovens que compunham o elenco daquele Manchester United de 1955 a 1958 treinado pelo escocês Matt Busby e que prometia ser um dos melhores da história. A safra era tão boa que eles levaram os Red Devils à conquista do campeonato com um time que tinha uma média de idade de apenas 22 anos. Conquistaram a vaga para a recém criada Copa Européia (atual UEFA Champions League) e só pararam no Real Madrid de Di Stéfano. No ano seguinte, conquistaram o bicampeonato inglês e classificaram-se novamente para a Copa Européia, mas infelizmente, quando retornavam do segundo jogo já pelas quartas-de-final contra o Estrela Vermelha, o avião que levava o time não conseguiu decolar do Aeroporto de Munique, onde faziam escala. Logo após a decolagem, caiu sobre uma casa deserta, matando diversos jogadores e membros da comissão técnica.

Muitos conhecem a história, mas poucos conhecem o futebol desses garotos tão celebrados. Quando encontrei o vídeo abaixo, fiz questão de vê-lo do início ao fim. Trata-se da final da Copa da Inglaterra de 1957, contra o Aston Villa. O jovem time perde o jogo, mas é notável o que o futebol perdeu com aquele acidente. Nem parecem garotos jogando bola, algo que em muito lembra o time do Barcelona atual. Jogadores que parecem jogar bola há muito mais que a idade permite deduzir.

Se puder, veja pelo menos 10 minutos. Se te falta motivo para vê-lo, saiba que David Pegg, Tommy Taylor e Duncan Edwards, apenas para citar alguns, fazem Bobby Charlton - aquele eleito por Pelé como um dos melhores futebolistas vivos, que é o maior artilheiro da história do Manchester United com 249 gols e que levou o time inglês à conquista da Copa do Mundo de 1966 - parecer coadjuvante.

Aliás, era Duncan, e não Charlton, a estrela do time àquela época.